A equipe de guarda-vidas protegeu o animal até a chegada do Instituto Gremar, garantindo sua segurança e bem-estar

Redação Publicado em 14/01/2026, às 10h59
Quem passou pela região do Posto 7 ,na praia da Enseada em Guarujá, presenciou uma cena que fugiu totalmente da rotina de banhistas e guarda-vidas. Em vez de um salvamento de alguém se afogando, a emergência dessa vez envolveu um visitante ilustre e muito frágil: um filhote de golfinho. O animalzinho acabou ficando preso na parte rasa e, por algum motivo, não conseguia retornar sozinho para o fundo do mar, gerando preocupação em quem estava por perto.
A ação rápida da equipe de bombeiros marítimos foi fundamental para garantir que essa história não tivesse um fim triste. Percebendo que o filhote estava cansado e desorientado, os guarda-vidas assumiram a responsabilidade de protegê-lo. Eles mantiveram o animal em segurança, garantindo que ele ficasse molhado e protegido do sol forte e da curiosidade excessiva das pessoas na areia, enquanto aguardavam o socorro especializado.
Chegada dos especialistas
Como os bombeiros são treinados para salvar vidas humanas, o protocolo nesses casos é acionar quem entende profundamente da fauna marinha. Por isso, o Instituto Gremar (Pesquisa, Educação e Reabilitação de Animais Marinhos) foi chamado às pressas.
Quando a equipe especializada chegou ao local, assumiu o controle da ocorrência. Os profissionais do Gremar possuem os equipamentos e o conhecimento técnico necessários para avaliar a saúde do bicho, verificar se ele tem ferimentos e decidir se ele pode ser solto na hora ou se precisa ser levado para a base de reabilitação para tratamento. Essa parceria entre os guarda-vidas e os biólogos foi crucial para a sobrevivência do mamífero.
O que fazer ao encontrar um animal encalhado?
Cenas como essa, embora emocionantes, exigem muito cuidado. Especialistas alertam que a primeira reação das pessoas costuma ser tentar empurrar o animal de volta para a água, mas isso pode ser um erro grave. Muitas vezes, o animal encalha porque está doente ou machucado, e forçar o retorno ao mar pode piorar a situação ou levá-lo à morte por afogamento, já que ele pode não ter forças para nadar.
A orientação correta, seguida perfeitamente neste caso, é não tocar no animal, isolar a área para afastar curiosos e cachorros, e chamar imediatamente os órgãos responsáveis ou os guarda-vidas. Eles saberão como estabilizar o bichinho até a chegada do resgate veterinário. A ação no Posto 7 serve de exemplo de como o respeito à natureza e o trabalho em equipe fazem a diferença na preservação da vida marinha em nosso litoral.
Leia também

Chuva de granizo na Baixada causa queda de árvores e alagamentos

Rede própria da Hapvida amplia acesso a transplantes de órgãos em São Paulo

Caso Larissa Manoela: entenda com qual idade você pode ser dono do seu dinheiro segundo a lei

2º Festival de Teatro de Praia Grande: inscrições abertas até 1º de novembro

União Imperial conquista o título do Carnaval de Santos e celebra 50 anos com desfile consagrado

Coronel nascido em Santos assume comando da PM no litoral e Vale do Ribeira

Encaminhamento da PEC 8/2025 à CCJ alivia desgaste político na Câmara

União Imperial conquista o título do Carnaval de Santos e celebra 50 anos com desfile consagrado

PATs de Bertioga e Guarujá abrem 364 vagas de emprego nesta terça-feira

Subsídio do transporte municipal em Santos pode chegar a 36% com tarifa congelada