Apesar de entraves burocráticos, governo minimiza problemas e garante que a obra melhorará a mobilidade na Baixada Santista

Redação Publicado em 14/04/2026, às 09h02
O sonho da ligação seca entre Santos e Guarujá ganhou um capítulo decisivo nesta segunda-feira (13). Em um evento que reuniu grandes nomes da política nacional, foi assinado o financiamento de R$ 2,57 bilhões que garante a parte do Governo de São Paulo na construção do túnel imerso. O dinheiro foi estruturado pelo Banco do Brasil e conta com o aval da União, mostrando que o projeto finalmente saiu do papel para entrar na fase de viabilização financeira.
A obra, que será a primeira do tipo no Brasil, tem um custo total estimado em R$ 6,8 bilhões. Para que tudo funcione, os governos estadual e federal vão desembolsar, juntos, mais de R$ 5 bilhões. O restante da conta ficará por conta da concessionária Motta-Engil, que venceu a parceria público-privada (PPP). Segundo o secretário de Fazenda de São Paulo, Samuel Kinoshita, o empréstimo tem um prazo de 23 anos para ser pago, com uma taxa de juros de CDI + 1,59%.
Entraves e governança no projeto
Apesar da festa pela assinatura do contrato, o projeto ainda lida com algumas questões burocráticas. Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a dar uma segurada nos repasses federais. O motivo foi um pedido de maior clareza sobre como a Autoridade Portuária de Santos participaria das decisões. O vice-presidente Geraldo Alckmin, presente no encontro, minimizou o problema e explicou que é normal o governo federal querer participar da governança, já que está investindo bilhões no ativo.
Alckmin reforçou que esse tipo de ajuste se resolve rápido e não impede o avanço das obras. A ideia é que o túnel traga um alívio gigante para a mobilidade da Baixada Santista, facilitando a vida de quem hoje depende exclusivamente das balsas ou precisa dar uma volta enorme pela rodovia para cruzar as cidades.
Presenças ilustres e futuro da obra
O evento de assinatura foi pesado: além de Alckmin e Kinoshita, participaram o ministro Tomé Franca (Portos e Aeroportos), Dario Durigan (Fazenda) e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. O tom geral foi de otimismo, destacando que o túnel não é apenas uma obra local, mas um projeto de infraestrutura de importância nacional para o Porto de Santos.
Com o financiamento garantido, o próximo passo é focar na gestão compartilhada entre os governos para que as máquinas comecem a trabalhar sem novos sustos jurídicos. Para quem mora na região, a expectativa é que o túnel mude completamente a dinâmica de transporte entre a Ilha de Santo Amaro e o continente.
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