Legislação em Mongaguá proíbe o uso de cerol e linha chilena, com penalidades severas para quem desrespeitar as normas

Gabriel Nubile Publicado em 09/12/2025, às 08h31
A tranquilidade da manhã de domingo (07) foi quebrada no bairro Vera Cruz, em Mongaguá, quando viaturas da fiscalização chegaram para acabar com uma festa perigosa. Assim que notaram a presença das autoridades, os participantes de um torneio clandestino de pipas correram para romper as linhas que estavam no alto, tentando esconder as provas e dificultar a identificação de quem estava soltando os objetos.
A operação, que durou cerca de 15 minutos, foi suficiente para dispersar a aglomeração que acontecia por volta das 9h. Equipes da Guarda Civil Municipal e do setor de Fiscalização do Comércio foram até o local após receberem denúncias sobre o evento ilegal. O saldo da batida foi impressionante: os agentes conseguiram apreender aproximadamente 5.000 metros de linha chilena e outras linhas com cerol, além de recolherem diversos carretéis e carretilhas. Todo esse material, altamente perigoso, será descartado seguindo os trâmites legais.
Brincadeira que mata
O uso de linhas cortantes vai muito além de uma simples diversão de fim de semana. O risco para quem passa perto, especialmente motociclistas, ciclistas e pedestres, é gravíssimo. Além do perigo físico, essas linhas atingem frequentemente a rede elétrica, causando prejuízos e deixando famílias inteiras sem luz.
Os números da saúde pública mostram que o problema é sério. Dados da Secretaria de Estado da Saúde revelam que, apenas nos cinco primeiros meses de 2024, mais de 1.300 pessoas precisaram de atendimento médico devido a cortes provocados por linhas de pipa. Isso representa um aumento de 139% em comparação com o ano anterior. A situação é ainda mais dramática para quem anda de moto: segundo a Associação Brasileira de Motociclistas (Abram), 25% dos acidentes envolvendo linha chilena acabam em morte.
Lei aperta o cerco
Vale lembrar que soltar pipa com cerol ou linha chilena é crime. Em Mongaguá, a legislação é rigorosa. Uma lei municipal de 1998 já proíbe qualquer tipo de material cortante. Além disso, desde setembro de 2025, a cidade endureceu as regras para eventos. Torneios de pipa só podem acontecer em locais específicos e previamente autorizados pela Prefeitura, longe de ruas movimentadas e da fiação elétrica.
Quem desrespeita essas normas, pode responder criminalmente por colocar a vida de terceiros em perigo, conforme prevê o Código Penal Brasileiro. O secretário de Segurança Municipal, coronel Argeo Rodrigues, reforçou que a ação deste domingo não foi isolada. "A nossa prioridade é preservar vidas. O que parece uma brincadeira inofensiva é, na verdade, um crime", afirmou. Ele garantiu que a fiscalização continuará firme nos próximos finais de semana para impedir que esses eventos clandestinos se repitam na cidade.

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