Agentes abordaram 42 pessoas e apreenderam materiais que alimentam o crime de oportunidade nas ruas da cidade; operação focou no funcionamento ilegal

Redação Publicado em 20/07/2026, às 09h54
O combate ao mercado ilegal de compra e venda de materiais sem procedência ganhou um novo capítulo na Baixada Santista. Uma força-tarefa de fiscalização integrada interditou seis ferros-velhos durante uma operação noturna realizada na última quinta-feira (16), em Praia Grande. Ao todo, as equipes vistoriaram sete estabelecimentos e apreenderam um veículo que apresentava irregularidades.
A ofensiva teve como principal objetivo sufocar a receptação de materiais furtados e roubados na região, além de fiscalizar as condições estruturais e documentais dos comércios de reciclagem. De acordo com a prefeitura, os seis locais lacrados funcionavam de forma clandestina, sem alvará ou com graves problemas nas instalações.
Blitz focou no funcionamento ilegal após as 18 horas
Uma das grandes estratégias desta fase da operação foi o horário de atuação. As equipes saíram às ruas para flagrar o funcionamento dos ferros-velhos após as 18 horas, período em que este tipo de comércio está expressamente proibido de manter as portas abertas pela legislação municipal. O funcionamento noturno, segundo as investigações, costuma ser utilizado para a entrega discreta de fios de cobre e outros materiais de origem duvidosa.
Durante a ação de campo, os agentes abordaram, identificaram e puxaram a ficha criminal de 42 pessoas que estavam nos locais ou no entorno.
O foco das buscas internas concentrou-se nos materiais que mais alimentam o crime de oportunidade nas ruas da cidade:
Nona operação reflete cerco contra a receptação
Segundo a Administração Municipal, esta foi a nona grande operação do gênero deflagrada na cidade desde o ano passado. A prefeitura intensificou esse tipo de fiscalização por entender que, ao fechar o cerco contra quem compra o material roubado, o incentivo para os pequenos furtos praticados nas vias públicas cai drasticamente.
Vale ressaltar que o crime de receptação é considerado grave e está previsto no Código Penal Brasileiro. O ato de adquirir, receber, transportar, ocultar, vender ou usar bens sabendo que são frutos de um crime pode render aos envolvidos, tanto quem vende quanto o comerciante que compra, uma pena que varia de três a oito anos de reclusão.
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