Baixada Santista

Forte frente fria atinge a Baixada Santista com rajadas intensas, queda de árvores e bloqueio em travessias

Com rajadas de vento de até 103 km/h, Itanhaém foi a cidade mais afetada, enquanto Santos e Cubatão também registraram danos significativos

A Defesa Civil permanece em alerta após os danos causados pelo vendaval - Foto: Silvio Luiz / A Tribuna
A Defesa Civil permanece em alerta após os danos causados pelo vendaval - Foto: Silvio Luiz / A Tribuna

Redação Publicado em 29/07/2026, às 17h25


A passagem de uma intensa frente fria acompanhada por um severo sistema de instabilidade causou estragos em diversas cidades da Baixada Santista nesta quarta-feira (29). Com rajadas de vento que alcançaram a média regional de 55,8 km/h, o vendaval provocou quedas de árvores sobre residências e redes elétricas, interrupção de aulas, destelhamento de equipamentos públicos e o bloqueio das travessias de balsas e do canal de navegação do Porto de Santos. O registro mais grave na região ocorreu em Itanhaém, onde os ventos atingiram a marca de 103 km/h.

Em Santos, os impactos foram sentidos com a queda de árvores nos bairros Campo Grande e Zona Noroeste, além de transtornos na Avenida Ana Costa. No bairro Paquetá, um poste de concreto desabou sobre o muro de um armazém e atingiu um caminhão estacionado, exigindo isolamento da área pela Defesa Civil por conta do risco elétrico. No Porto de Santos, a navegação pelo estuário foi suspensa às 12h45 devido a rajadas superiores a 90 km/h, que deslocaram uma boia de sinalização do canal e derrubaram uma árvore de grande porte em um terminal na Alemoa.

Aulas suspensas e paralisação do sistema de balsas

Cubatão registrou um dos cenários mais críticos do dia. As rajadas derrubaram diversas árvores sobre a fiação elétrica, destruindo portões, muros e veículos nos bairros Jardim Casqueiro, Vila São José, Costa Muniz e Ilha Caraguatá. Na Avenida Tancredo Neves, seis árvores de grande porte tombaram e bloquearam a pista no sentido indústria. Devido ao desabastecimento de energia, a Secretaria Municipal de Educação suspendeu as aulas em 15 escolas, incluindo a UME Tocantins, no Jardim Casqueiro, que também sofreu destelhamento parcial. Semáforos apagados na Avenida Nove de Abril exigiram a atuação de agentes de trânsito.

O vendaval causou transtornos semelhantes em outras cidades da região. São Vicente teve quedas de árvores em vias principais dos bairros Bitaru, Náutica 3, Parque Continental e Jóquei Clube, além da derrubada de um semáforo na Avenida Presidente Wilson. Em Mongaguá e Peruíbe, houve destelhamentos pontuais em unidades de saúde e prédios públicos. As operações do sistema de balsas da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) foram paralisadas por segurança nas ligações Santos–Guarujá, Bertioga–Guarujá e São Sebastião–Ilhabela, permanecendo as equipes da Defesa Civil em estado de alerta em todo o Litoral Paulista.