Intervenção utiliza materiais compatíveis com construções antigas e prevê fechamento temporário do museu para preservação do espaço

Redação Publicado em 28/04/2026, às 19h29
O Forte São João, importante marco histórico em Bertioga, está passando por um restauro focado na conservação de sua estrutura original, com intervenções programadas entre 29 de abril e 5 de maio.
A administração municipal garante que os trabalhos seguem critérios técnicos específicos para bens tombados, utilizando cal virgem, um material tradicional que respeita as características históricas da edificação.
Durante as obras, o museu do forte estará fechado, mas o Parque dos Tupiniquins permanecerá aberto; a execução do projeto conta com apoio do Estúdio Sarasá e acompanhamento técnico especializado.
O Forte São João, um dos marcos históricos mais relevantes do litoral paulista, está passando por um processo de restauro e pintura em Bertioga. A intervenção ocorre entre os dias 29 de abril e 5 de maio, com foco na conservação da estrutura original do monumento.
De acordo com a administração municipal, os trabalhos seguem critérios técnicos específicos para preservação de bens tombados. Entre as medidas adotadas está o uso de cal virgem, material tradicional amplamente utilizado em construções antigas por sua compatibilidade com edificações históricas.
Os insumos empregados na obra foram disponibilizados pelo Estúdio Sarasá, instituição reconhecida por atuar em projetos de recuperação patrimonial em diferentes regiões do país. A execução conta ainda com acompanhamento técnico especializado, em parceria com a equipe responsável pela manutenção do forte.
A proposta da intervenção é assegurar que todas as etapas respeitem as características originais do imóvel, evitando alterações que possam comprometer sua integridade histórica e arquitetônica.
Durante o período das obras, o museu instalado no interior do forte permanecerá fechado para visitação. No entanto, o Parque dos Tupiniquins, localizado no entorno, seguirá aberto ao público.
História
Erguido originalmente em 1536, ainda em estrutura de madeira e sob a denominação de Forte São Tiago, o local foi reconstruído em alvenaria entre 1551 e 1553, consolidando-se como ponto estratégico de defesa no período colonial.
Ao longo dos séculos, o espaço esteve ligado a episódios envolvendo colonizadores portugueses, povos indígenas e disputas territoriais, tornando-se símbolo da formação histórica da região.
Reconhecido como patrimônio nacional desde 1940 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o forte é considerado um dos principais exemplares da arquitetura do período colonial no Brasil.
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