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Fraude milionária: Receita Federal barra 73 contêineres de cobre com notas falsas no Porto de Santos

Maior apreensão foi de 1.858 toneladas de cobre, escondidas em contêineres com destino à Ásia, usando notas fiscais irregulares

Receita Federal realiza operação no Porto de Santos para combater a exportação ilegal de minérios e proteger o meio ambiente - Foto: Divulgação/ Receita Federal
Receita Federal realiza operação no Porto de Santos para combater a exportação ilegal de minérios e proteger o meio ambiente - Foto: Divulgação/ Receita Federal

Redação Publicado em 16/11/2025, às 13h31


Uma grande operação da Receita Federal no Porto de Santos está fechando o cerco contra a exportação ilegal de minérios brasileiros. A fiscalização tem como alvo principal o garimpo ilegal e quadrilhas que tiram as riquezas do país irregularmente, causando grandes danos ao meio ambiente.

Nos últimos dois meses, o resultado dessa fiscalização mais rigorosa foi impressionante. As autoridades apreenderam quase 3.000 toneladas de minérios que seriam enviados para fora do país criminosamente. A estimativa é que 17 empresas estejam envolvidas nesse esquema, que já soma mais de R$ 10 milhões em fraudes.

A maior apreensão aconteceu agora em outubro. A Alfândega encontrou 1.858 toneladas de cobre. A carga estava escondida em 73 contêineres e tinha como destino a Ásia.

Segundo a Polícia Federal, que também investiga o caso, as empresas responsáveis usaram notas fiscais irregulares para tentar liberar a exportação. A Receita Federal também confirmou que a mesma empresa já tinha um histórico de exportações suspeitas, saindo não só de Santos, mas também do porto de Salvador.

Pedras preciosas a “preço de banana”

O cobre não foi o único alvo. Na semana passada, outra ação barrou cinco contêineres que levavam 135 toneladas de pedras preciosas. A carga incluía cristais brutos, quartzo rosa, quartzo fumê e até ametista. O destino também era a Ásia.

Nesse caso, além da falta de documentos de origem, a fraude estava no preço. As autoridades informaram que o material foi declarado com um valor muito abaixo do praticado no mercado.

Segundo o auditor fiscal Romulo Brandão, essa prática é uma fraude milionária. Ele explicou que as empresas podem responder por tentativa de contrabando, crimes contra a ordem econômica e exploração ilegal de recursos minerais. Se a culpa for comprovada, todo o material apreendido poderá ir a leilão.

O auditor também contou que esse trabalho de investigação começou em 2024, no estado do Pará. “A gente notou a presença de grupos atuando com a mesma prática, mesmos tipos de fraudes [aqui em Santos]”, afirmou o auditor. A fiscalização continua para impedir que o patrimônio ambiental brasileiro seja vendido ilegalmente.