Baixada Santista

Frente fria coloca Baixada Santista em estado de alerta para ressaca e ondas acima de 3 metros

Previsão indica pico da maré por volta das 17h desta sexta (3), atingindo 2,1 metros no interior do estuário

Foto: Fernando Yokota
Foto: Fernando Yokota

Redação Publicado em 03/07/2026, às 08h33


A chegada de uma frente fria à Baixada Santista acendeu o sinal de alerta para as autoridades e moradores da região. De acordo com o boletim emitido pelo Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta (NPH-Unisanta) e pela Sala de Situação da Baixada Santista, o mar deve ficar intensamente agitado, provocando uma forte elevação da maré a partir desta sexta-feira (3). O avanço das instabilidades climáticas traz riscos reais de inundações costeiras e impactos nas estruturas urbanas à beira-mar.

O fenômeno é gerado pela ação combinada de ondas volumosas e maré astronômica alta, um cenário que tende a se agravar por conta da previsão de ventos fortes na costa. Os pesquisadores estimam que o pico da maré aconteça por volta das 17h de sexta-feira, com marcas máximas atingindo 1,9 metro na linha da orla e chegando a até 2,1 metros no interior do estuário, afetando diretamente as áreas baixas de Santos, São Vicente e Cubatão.

Estado de alerta na região e estuário

Diante das projeções dos modelos meteorológicos e oceanográficos, os órgãos de monitoramento enquadraram a Região Metropolitana da Baixada Santista em Estado de Alerta, seguindo as diretrizes dos Planos de Contingência para Ressacas e Inundações Costeiras de São Paulo e de Santos.

O alerta se divide em duas frentes de risco:

Faixa de praia e orla: Risco severo devido à previsão de ondas em mar aberto com altura significativa acima de 3 metros, o que pode causar forte erosão e invasão da água nas avenidas da praia.
Canais e interior do estuário: Alerta ligado em Santos, São Vicente e Cubatão devido à projeção de nível do mar acima de 2 metros, aumentando as chances de alagamentos por refluxo de canais e galerias de águas pluviais.
Previsão de ventania e acumulado de chuvas
A Defesa Civil de Santos informou que a mudança no tempo começou a se desenhar na quinta-feira (2). Embora a frente fria traga chuva para a região, a água não deve ser o principal problema para as equipes de engenharia e resgate: as precipitações previstas são de intensidade fraca a moderada, com um acumulado total tímido, variando entre 5 mm e 15 mm.

O fator de maior atenção para as primeiras horas desta sexta-feira (3) é o deslocamento de ar. A passagem da linha de instabilidade deve provocar uma forte intensificação dos ventos costeiros, com possibilidade de rajadas que podem atingir a marca de 70 km/h, força suficiente para derrubar galhos de árvores e complicar a navegação de embarcações e o serviço de travessia de balsas no estuário.

As autoridades municipais ressaltam que os dados operacionais são baseados em modelos numéricos e simulações matemáticas que podem sofrer alterações ou atualizações de intensidade ao longo do dia. O acompanhamento em tempo real das tábuas de maré e o detalhamento das condições por município podem ser consultados diretamente no portal da Sala de Situação (https://salasituacaohidrobs.com.br).