Vice-presidente do Sindisaude alerta sobre as consequências da greve e a falta de condições de trabalho para os colaboradores

Gabriella Souza Publicado em 13/11/2025, às 09h50
O Hospital São João, localizado em Registro, está enfrentando uma situação delicada: seus funcionários entraram em greve que não tem data para acabar. O motivo do protesto é a ausência de pagamento dos salários, afetando um total de 240 profissionais que trabalham na unidade de saúde.
A paralisação atingiu áreas essenciais do hospital, como os serviços de oftalmologia, centro cirúrgico e a ala pós-parto. A direção da instituição de saúde está atualmente em conversas com os trabalhadores para tentar encontrar uma saída rápida para o impasse.
Interrupção dos serviços impacta diretamente a população que depende do hospital, que atende toda a região do Vale do Ribeira. Muitos pacientes vêm de cidades distantes e acabam sendo pegos de surpresa pela greve.
Com o início do movimento, muitos que procuravam atendimento acabaram sendo levados para outras unidades de saúde, enquanto outros tiveram que simplesmente voltar para casa sem receber tratamento médico.
Entenda a situação
A primeira vez que os funcionários pararam foi no dia 6 de novembro, mas o movimento foi suspenso logo após um acordo com a diretoria. No entanto, o problema voltou. Como não receberam os pagamentos no dia 10 (que era o quinto dia útil do mês), os trabalhadores decidiram retomar a greve.
A situação dos colaboradores é considerada muito grave por Pablo Pistila, vice-presidente do Sindisaude Sorocaba, sindicato que representa a categoria. Segundo ele, o atraso no dinheiro causa muitos problemas para quem está na linha de frente do atendimento. “Se o trabalhador está com atraso no seu pagamento, ele já vem sofrendo várias situações: falta de medicamento, falta de condições de trabalho, falta de material para atender a população”, alertou o sindicalista.
A administração do Hospital São João emitiu uma nota explicando que está passando por um momento de mudança na diretoria.
O texto diz que o hospital está se esforçando ao máximo para achar soluções para o problema dos pagamentos. A direção afirmou que acredita no diálogo com os funcionários e que espera que o trabalho volte ao normal o mais rápido possível.
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