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Gata-do-mato resgatada em galinheiro passa por reabilitação e volta para a natureza no interior

Resgatada e reabilitada, a filhote passou por treinamento rigoroso para garantir sua independência na natureza

Com alimentação adequada e treinamento de caça, a filhote se prepara para viver livre em seu habitat natural - Foto: Divulgação/ Semil
Com alimentação adequada e treinamento de caça, a filhote se prepara para viver livre em seu habitat natural - Foto: Divulgação/ Semil

Redação Publicado em 19/06/2026, às 10h12


Depois de passar meio ano em uma rotina intensa de cuidados e treinos para aprender a viver sozinha, uma filhote fêmea de gato-do-mato finalmente pôde voltar para o seu verdadeiro lar na Mata Atlântica. A devolução para a natureza aconteceu na tarde de quinta-feira (18), em uma região de floresta preservada em Cajati. O bichinho tinha sido encontrado sozinho em um galinheiro quando era bem pequenininho, com apenas um mês de vida, logo após escapar do ataque de alguns cachorros.

O resgate foi feito pelas equipes do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de Registro (Cetras-Registro) e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Semil). Como ela chegou muito bebê, o desafio dos profissionais era enorme: cuidar da saúde dela sem deixar que ela se acostumasse com pessoas.

Mamadeira de duas em duas horas e treino de caça

No começo da reabilitação, as equipes tiveram que dar mamadeira para a gatinha a cada duas horas, mas sempre com o mínimo de contato humano possível para o animal não virar um bicho de estimação. Assim que ela cresceu um pouco, os biólogos mudaram o cardápio. Ela começou a receber pequenas presas que fazem parte da rotina da espécie na floresta, já que a maior parte da alimentação desses felinos na natureza é baseada em roedores de pequeno porte.

Na etapa final do treinamento, a filhote se mudou para um cercado bem grande que imitava a mata verdadeira. Lá, ela começou a receber presas vivas para aprender a fazer emboscadas, perseguir e capturar a própria janta.

Câmeras vigiando a independência do felino

Toda essa evolução foi acompanhada de perto por câmeras de segurança instaladas no recinto. Os profissionais precisavam notar dois sinais claros antes de dar o "visto de soltura": a capacidade de caçar perfeitamente e o medo de seres humanos. De acordo com a chefia do Cetras-Registro, ver o animal começar a bufar ou fugir quando alguém se aproximava era o maior sinal de que o trabalho tinha dado certo e que ela estava pronta para a liberdade.

A gatinha selvagem foi solta em uma área bem protegida, bem perto de onde tinha sido achada meses atrás. Ela não terá um rastreador ligado o tempo todo, mas saiu do centro com um pequeno microchip instalado sob a pele. Assim, se ela for avistada ou recapturada no futuro por outras equipes de biólogos, as autoridades vão saber toda a história de superação dela.