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GBMar identifica perigo no Guarujá e resgata homens em corrente de retorno

Dois homens foram resgatados após serem arrastados por correnteza na Praia da Enseada, em Guarujá

A equipe do helicóptero Águia 4 agiu rapidamente para salvar banhistas em apuros - Foto: Divulgação/GBMar
A equipe do helicóptero Águia 4 agiu rapidamente para salvar banhistas em apuros - Foto: Divulgação/GBMar

Redação Publicado em 18/02/2026, às 15h46


Momentos de tensão e alívio marcaram a rotina da Praia da Enseada, em Guarujá, quando uma operação conjunta entre o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e a Polícia Militar evitou uma tragédia dupla. Dois homens, que não tiveram suas identidades reveladas, foram resgatados em uma situação dramática após serem arrastados por uma forte corrente de retorno, fenômeno responsável pela maioria dos afogamentos no litoral brasileiro.

O salvamento só foi possível graças à eficiência do patrulhamento preventivo realizado pelo helicóptero Águia 4. A aeronave sobrevoava a região monitorando a orla quando a tripulação avistou, do alto, a agonia dos banhistas. Eles já estavam distantes da faixa de areia, lutando contra a força da água e demonstrando sinais claros de exaustão, sem conseguir retornar à praia por meios próprios.

A técnica do "puçá"

Diante do cenário, a equipe optou pelo uso do puçá de salvamento, um equipamento semelhante a um cesto ou rede acoplado à aeronave, utilizado especificamente para içar vítimas em locais de difícil acesso ou mar revolto. A manobra, considerada de alta complexidade, foi executada com sucesso: os dois homens foram colocados no dispositivo e transportados, suspensos pelo helicóptero, até a faixa de areia, onde pousaram em segurança sob os aplausos de quem acompanhava a cena.

O perigo invisível

O incidente joga luz sobre o perigo das correntes de retorno. Elas são canais de água que fluem da praia em direção ao mar aberto, muitas vezes imperceptíveis para quem não conhece a região. Ao tentar nadar contra essa força para voltar à areia, o banhista se cansa rapidamente e entra em processo de afogamento por fadiga.

Segundo o GBMar, a orientação em casos como esse é manter a calma, não tentar nadar contra a corrente e sinalizar por socorro. Após o susto e o atendimento primário na areia, as vítimas, apesar do cansaço extremo, não apresentaram ferimentos graves e passam bem.