Entre as aves soltas estão gaviões-carcará e uma corujinha-do-mato, essenciais para o equilíbrio do ecossistema local

Redação Publicado em 27/04/2026, às 08h33
Uma operação conjunta de preservação ambiental marcou a sexta-feira (24) em Guarujá. Seis aves silvestres, que haviam sido resgatadas em situações de risco ou com ferimentos, foram reintegradas ao seu habitat natural na Área de Proteção Ambiental (APA) Cabeça do Dragão. A ação foi coordenada pelo Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) da Guarda Civil Municipal.
Os animais passaram por um rigoroso processo de recuperação no Orquidário Municipal de Santos, instituição que é referência regional no tratamento de fauna silvestre. Após receberem cuidados veterinários especializados e passarem por um período de reabilitação para garantir que estivessem aptos a caçar e voar de forma independente, os espécimes foram liberados para o retorno à natureza.
Espécies e protocolos de soltura
Entre as aves que ganharam a liberdade, destacam-se quatro gaviões-carcará (Caracara plancus), conhecidos por sua importância no controle biológico e presença marcante na região. Também foram soltos uma corujinha-do-mato (Megascops choliba), ave de hábitos noturnos essencial para o ecossistema, e um quero-quero (Vanellus chilensis).
A escolha da APA Cabeça do Dragão para a soltura não foi aleatória. O local oferece os recursos necessários, como abrigo e oferta de alimento, para que as diferentes espécies consigam se restabelecer sem conflitos. Segundo a GCM, todo o processo seguiu protocolos internacionais de bem-estar animal, garantindo que o transporte e a soltura ocorressem sem estresse excessivo ou riscos à saúde pública.
Papel da cooperação regional
O sucesso da operação reforça a importância da parceria entre as cidades da Baixada Santista no manejo de animais silvestres. Como Guarujá e Santos compartilham biomas semelhantes, a colaboração entre o GDA guarujaense e o Orquidário santista permite que animais feridos em áreas urbanas tenham uma segunda chance de sobrevivência.
As autoridades ambientais aproveitam a ocasião para lembrar a população que, ao encontrar animais silvestres feridos ou em locais inadequados, o procedimento correto é acionar o grupamento ambiental via telefone 153. Tentar realizar o resgate por conta própria pode ser perigoso tanto para o cidadão quanto para o animal, que muitas vezes necessita de cuidados médicos imediatos antes de qualquer tentativa de soltura.
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