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GCM de São Vicente flagra caminhão aterrando área de mangue no Jardim Rio Branco

Motorista afirmou que material seria usado no VLT, mas GCM constatou aterramento ilegal em área de mangue

Durante patrulhamento, GCM encontrou caminhão despejando resíduos em Área de Preservação Permanente, gerando preocupação ambiental - Foto: Divulgação/ Prefeitura de São Vicente
Durante patrulhamento, GCM encontrou caminhão despejando resíduos em Área de Preservação Permanente, gerando preocupação ambiental - Foto: Divulgação/ Prefeitura de São Vicente

Redação Publicado em 23/04/2026, às 10h17


Uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Vicente resultou no flagrante de um crime ambiental na manhã deste sábado (18), no bairro Jardim Rio Branco. Durante um patrulhamento preventivo pela Área Continental, os agentes localizaram um caminhão realizando o despejo de resíduos em uma Área de Preservação Permanente (APP), em uma região sensível de manguezal nas proximidades do Rio Mariana.

Versões contraditórias e documentos inválidos

Ao ser abordado pelas equipes da GCM, o motorista do veículo apresentou explicações desconexas sobre a atividade. No primeiro momento, o condutor alegou que a caçamba havia apresentado um defeito mecânico, o que teria causado o despejo acidental. Pouco depois, mudou a narrativa, afirmando que estava depositando o material naquele ponto específico apenas para secagem, com o intuito de recolhê-lo posteriormente para utilização em obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Entretanto, a fiscalização constatou que o material estava sendo utilizado deliberadamente para aterrar a área de mangue, o que caracteriza uma infração grave contra o meio ambiente. Para piorar a situação, a documentação de autorização apresentada pela empresa responsável pelo caminhão referia-se a um endereço completamente diferente, não possuindo qualquer validade para o descarte naquele ponto do Jardim Rio Branco.

Encaminhamento e investigação

Diante das evidências de crime ambiental e da tentativa de ludibriar a fiscalização, o condutor e o veículo foram encaminhados ao 1º Distrito Policial de São Vicente. A autoridade de plantão tomou ciência dos fatos e determinou o registro oficial do boletim de ocorrência.

Além da prisão administrativa e das autuações que devem ser aplicadas à empresa, foi solicitada a realização de uma perícia técnica no local do descarte para avaliar a extensão dos danos causados ao ecossistema do Rio Mariana. O caso agora segue para investigação da Polícia Civil, que deverá apurar se a prática era recorrente e quais as responsabilidades da empresa citada no depoimento do motorista.