Saúde Pública

Governo de SP alerta para risco de sarampo durante temporada de cruzeiros no litoral

Estado orienta viajantes, serviços de saúde e autoridades portuárias a reforçarem a vacinação diante do aumento de casos importados da doença.

Navios de cruzeiro elevam a atenção das autoridades de saúde para a prevenção do sarampo - Imagem: Carlo Nogueira/Arquivo AT
Navios de cruzeiro elevam a atenção das autoridades de saúde para a prevenção do sarampo - Imagem: Carlo Nogueira/Arquivo AT

Ana Beatriz Publicado em 27/12/2025, às 14h43


A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta a serviços de saúde, autoridades portuárias e viajantes sobre o aumento do risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros 2025/2026 no litoral paulista. A medida leva em conta a circulação internacional do vírus e o grande fluxo de passageiros e tripulantes de diferentes países que passam pelos portos do estado neste período.

De acordo com o governo estadual, embora o Brasil tenha reconquistado em 2024 a certificação de eliminação do sarampo, o cenário voltou a exigir atenção. Somente em 2025, já foram registrados 38 casos da doença no país, todos importados ou relacionados à importação. Desses, dois casos foram confirmados no estado de São Paulo até o mês de dezembro.

A SES-SP destaca que há surtos ativos de sarampo em diversas regiões do mundo, o que aumenta o risco de transmissão em ambientes fechados e com alta circulação de pessoas, como navios de cruzeiro. Por isso, a orientação é que viajantes verifiquem a situação vacinal antes de embarcar.

A recomendação é que todos tenham o esquema completo da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A aplicação deve ser feita, preferencialmente, com pelo menos 15 dias de antecedência da viagem, tempo necessário para garantir a proteção adequada.

Doença altamente contagiosa

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que costumam surgir entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus.

A Secretaria de Saúde alerta que pessoas que apresentarem sintomas suspeitos até 30 dias após a viagem devem procurar imediatamente um serviço de saúde, informar o histórico de deslocamento e evitar a circulação em locais públicos para reduzir o risco de transmissão.

Por se tratar de uma doença de notificação compulsória imediata, casos suspeitos devem ser comunicados à vigilância epidemiológica em até 24 horas, permitindo a adoção rápida de medidas de bloqueio e prevenção.

Medidas de prevenção

Além da vacinação, o governo estadual reforça a importância de cuidados básicos de higiene durante viagens e eventos com grande concentração de pessoas. Entre as orientações estão cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, lavar as mãos com frequência ou utilizar álcool em gel, não compartilhar copos, talheres ou alimentos e evitar levar as mãos aos olhos e à boca.

Também é recomendado evitar aglomerações, priorizar ambientes ventilados e manter distância de pessoas com sintomas respiratórios. Segundo a SES-SP, essas medidas, aliadas à imunização, são fundamentais para evitar a reintrodução do sarampo no estado durante a alta temporada turística.