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Governo decide até sexta-feira (19) se aprova novo mapa que expande o porto em 160%

Plano de expansão do Porto de Santos pode aumentar sua área de 7,8 milhões para 20 milhões de metros quadrados

Com a aprovação da nova poligonal, o porto se prepara para um crescimento significativo, abrangendo áreas de Cubatão e São Vicente - Imagem: Reprodução
Com a aprovação da nova poligonal, o porto se prepara para um crescimento significativo, abrangendo áreas de Cubatão e São Vicente - Imagem: Reprodução

Gabriel Nubile Publicado em 16/12/2025, às 08h27


O mapa oficial do maior porto do hemisfério sul está prestes a ser redesenhado de forma drástica. O plano que prevê um crescimento gigantesco da área portuária, saltando dos atuais 7,8 milhões para cerca de 20 milhões de metros quadrados, deve ter seu primeiro capítulo aprovado ainda nesta semana. A expectativa é que o Governo Federal dê o sinal verde para essa mudança histórica até a próxima sexta-feira (19).

Se confirmado, esse aumento de mais de 160% no território do complexo não vai apenas mexer com Santos. O projeto é ambicioso e estica as fronteiras da atividade portuária também para terrenos nas cidades vizinhas, abraçando partes de Cubatão e São Vicente. O objetivo é preparar a região para o futuro, garantindo espaço para que a movimentação de cargas continue crescendo sem travar a logística do país.

Mas o que é essa tal de poligonal?

Para quem ouve falar, o nome técnico pode parecer complicado, mas o conceito é bem simples. A "poligonal" nada mais é do que a linha imaginária que define, no papel, onde começa e onde termina o porto organizado. É dentro desse desenho que a Autoridade Portuária de Santos (APS) tem poder para administrar, fiscalizar e planejar obras.

Expandir esse traçado é vital. Ao incluir novas áreas nesse mapa oficial, o governo traz mais segurança jurídica para quem quer investir dinheiro ali. Basicamente, transforma terrenos que hoje podem estar subutilizados em áreas nobres para a logística, permitindo a construção de novos terminais e armazéns com regras claras e fiscalização federal.

Liberação deve ser feita aos poucos

O presidente da Autoridade Portuária, Anderson Pomini, explicou que o martelo deve ser batido pelo ministro Silvio Costa Filho dentro do prazo estipulado. No entanto, como o projeto envolve uma quantidade enorme de documentos e análises técnicas, é bem provável que a aprovação não saia para a área total de uma só vez.

A tendência é que o ministério anuncie agora a liberação dos trechos que já estão com a papelada 100% pronta e revisada. "A secretaria pediu mais prazo por conta disso, mas algumas áreas analisadas já estão prontas para serem incluídas. São essas que o ministro fará o anúncio ainda este ano", detalhou Pomini.

O gestor lembrou ainda que essa vontade de fazer o porto crescer não é novidade. Os estudos para mudar a poligonal começaram há mais de dez anos, passando por várias gestões diferentes. Agora, o projeto chega na reta final "recheado" de subsídios jurídicos e operacionais para evitar contestações. O Ministério de Portos e Aeroportos foi procurado para comentar o assunto, mas preferiu não se manifestar antes da decisão oficial.