Greve

Greve de caminhoneiros ameaça travar operações no Porto de Santos por pressão ao Senado

Paralisação organizada por transportadores autônomos busca acelerar a votação da MP do Frete, considerada estratégica pela categoria para garantir fiscalização do piso mínimo e proteção econômica.

Caminhoneiros autônomos iniciaram mobilização no entorno do Porto de Santos para pressionar o Senado pela votação da MP do Frete. - Imagem: Roberto Vazquez / Futura Press
Caminhoneiros autônomos iniciaram mobilização no entorno do Porto de Santos para pressionar o Senado pela votação da MP do Frete. - Imagem: Roberto Vazquez / Futura Press

Redação Publicado em 13/07/2026, às 12h57


Caminhoneiros autônomos iniciaram uma mobilização nacional que pode paralisar as operações logísticas no Porto de Santos, o maior da América Latina, a partir de segunda-feira, visando pressionar o Senado a votar a Medida Provisória nº 1.343/2026, que altera regras do transporte rodoviário de cargas.

O movimento, coordenado pelo Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos, busca estabelecer fiscalização mais rigorosa do piso mínimo do frete, em resposta ao aumento dos custos operacionais que afetam a sustentabilidade da atividade dos transportadores independentes.

A paralisação está prevista para durar até quarta-feira, e os caminhoneiros foram orientados a evitar deslocamentos desnecessários, enquanto a aprovação da MP é crucial para evitar que o governo tenha que reiniciar o processo legislativo caso a medida não seja aprovada a tempo.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, pode enfrentar paralisações nas operações logísticas a partir desta segunda-feira (13). Caminhoneiros autônomos iniciaram uma mobilização nacional para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) nº 1.343/2026, que altera regras do transporte rodoviário de cargas e reforça mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete.

Na Baixada Santista, o movimento é coordenado pelo Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos (Sindicam-Santos), que orientou os profissionais a não aceitarem novos fretes desde a meia-noite de domingo (12). A concentração dos manifestantes ocorre na região do Viaduto da Alemoa, um dos principais acessos ao Porto de Santos.

Segundo a entidade, a paralisação deverá seguir, inicialmente, até quarta-feira (15), período considerado decisivo para a tramitação da medida provisória no Congresso Nacional.

A MP está entre as principais reivindicações da categoria por estabelecer mecanismos mais rígidos de fiscalização do piso mínimo do frete e ampliar a proteção aos caminhoneiros autônomos diante do aumento dos custos operacionais, especialmente com combustível, manutenção e demais despesas da atividade.

Os representantes do movimento afirmam que a remuneração atualmente praticada em muitos contratos não acompanha a realidade econômica do setor, comprometendo a sustentabilidade da atividade para milhares de transportadores independentes.

Além da fiscalização do frete, a medida provisória também trata de outros pontos relacionados ao transporte rodoviário de cargas. O texto precisa ser aprovado pelo Senado antes do encerramento do prazo constitucional para continuar em vigor. Caso contrário, perderá a validade, obrigando o governo federal a reiniciar todo o processo legislativo.

O Sindicam-Santos orientou que caminhoneiros que tenham viagens programadas para o Porto de Santos permaneçam em locais seguros e evitem deslocamentos desnecessários enquanto durar a mobilização.

O Porto de Santos concentra grande parte das exportações e importações brasileiras. Qualquer redução no fluxo de caminhões pode provocar impactos na movimentação de cargas, no abastecimento de terminais e na logística nacional, dependendo da adesão ao movimento.

Até o momento, não havia informação oficial sobre bloqueios de rodovias ou interrupção total dos acessos ao complexo portuário.