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Guarda Ambiental resgata macaco doente que era mantido em cativeiro ilegal em Guarujá

Identificação do responsável pela posse ilegal do sagui pode resultar em penalidades severas, incluindo multas e processos por maus-tratos

O resgate de um sagui em Guarujá destaca os riscos da criação ilegal de animais silvestres e suas consequências para a fauna local - Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
O resgate de um sagui em Guarujá destaca os riscos da criação ilegal de animais silvestres e suas consequências para a fauna local - Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Redação Publicado em 18/06/2026, às 11h57


O resgate de um pequeno sagui (Callithrix sp) acendeu um alerta importante sobre os perigos da criação ilegal de animais silvestres na Baixada Santista. O macaquinho foi encontrado por moradores na última sexta-feira (12), enquanto tentava atravessar uma via pública movimentada entre os bairros Pernambuco e Maré Mansa, em Guarujá. Assustados com o risco iminente de atropelamento, os moradores acionaram o Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) da Cidade.

Ao chegarem ao local, os agentes ambientais perceberam que o bicho não conseguia se locomover direito e estava bastante assustado. No entanto, o que mais chamou a atenção da equipe foi o comportamento do primata: ele apresentava sinais claros de domesticação, indicando que passou grande parte da vida vivendo em cativeiro como se fosse um bicho de estimação.

Diagnóstico grave e sequelas para sempre

O sagui foi levado às pressas para uma clínica veterinária parceira, onde os exames iniciais revelaram uma triste realidade. O animal foi diagnosticado com alterações osteometabólicas graves. Esse tipo de distúrbio afeta diretamente o metabolismo e a estrutura dos ossos, deixando o esqueleto frágil, deformado e com altíssimo risco de quebrar a qualquer momento.

De acordo com os especialistas, essa doença é o resultado direto de um manejo inadequado por muito tempo. É a consequência típica de quando um animal silvestre é mantido preso em gaiolas ou ambientes apertados e recebe uma alimentação errada, como restos de comida humana ou excesso de doces e frutas não recomendadas, o que destrói a sua saúde interna.

Crime ambiental e punição

O macaquinho segue internado recebendo remédios e fará novos exames de imagem nos próximos dias. Por conta das deformidades nos ossos e das limitações físicas provocadas pelo cativeiro, os veterinários já adiantaram que ele perdeu o instinto e a capacidade de se defender, tornando impossível a sua soltura de volta à natureza. A expectativa é que ele passe o resto dos seus dias vivendo em um santuário ou ambiente adaptado com cuidados humanos.

A Guarda Ambiental reforça que animais silvestres têm necessidades complexas e muito específicas. Tirá-los da mata para criar em casa causa sofrimento e configura crime ambiental severo. A Polícia Civil e os fiscais tentam agora descobrir quem era o dono do bicho. Caso a pessoa seja identificada, ela poderá responder criminalmente pelas infrações de posse ilegal de animal silvestre e maus-tratos, além de receber uma multa pesada dos órgãos de fiscalização.