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Guarujá atualiza dados e responde a mais de 500 denúncias de violação de direitos humanos

Início de 2025 marca esforço para resolver pendências na cidade, com foco em direitos humanos e cidadania

Com 429 casos já investigados, Guarujá mostra compromisso com a apuração de violações de direitos humanos - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Guarujá
Com 429 casos já investigados, Guarujá mostra compromisso com a apuração de violações de direitos humanos - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Guarujá

Redação Publicado em 23/01/2026, às 09h59


O início de 2025 foi marcado por uma força-tarefa importante para colocar em dia a apuração de crimes e violações contra a cidadania em Guarujá. Segundo dados divulgados recentemente, o maior volume de registros trabalhados pela administração municipal ocorreu justamente nos primeiros meses deste ano, quando a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuci) assumiu a responsabilidade de organizar e dar andamento a denúncias que estavam pendentes desde 2021.

O balanço oficial mostra que o esforço deu resultado. Ao todo, a pasta registrou e acompanhou 539 denúncias que chegaram pelos canais nacionais. Deste total, a grande maioria, 429 casos, já foi devidamente investigada, respondida e enviada de volta à Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. Ainda restam 110 processos administrativos abertos, que estão passando pela fase de apuração interna e seguindo os trâmites legais para, em breve, também terem uma resposta definitiva no sistema federal.

Organizando a casa

Essa movimentação intensa acontece porque a atual gestão decidiu focar em resolver o "passivo de demandas", ou seja, aqueles casos antigos que precisavam de atenção. Desde que assumiu essa responsabilidade, a equipe da Sedhuci trabalhou para melhorar o fluxo de atendimento, organizar a rotina interna e garantir que nenhum pedido de socorro ou denúncia ficasse perdido na burocracia.

O secretário responsável pela pasta destacou que o trabalho não é apenas sobre números, mas sobre pessoas. Segundo ele, cada denúncia vinda do 'Disque 100' ou do 'Ligue 180' é tratada com critério e responsabilidade, respeitando a complexidade de cada situação e os prazos exigidos. A ideia é mostrar transparência para os órgãos de controle e, principalmente, fortalecer a rede de proteção para quem mais precisa na cidade.

Saiba como e quando pedir ajuda

Para quem não conhece, esses canais são ferramentas fundamentais de proteção e funcionam 24 horas por dia. O Disque 100 é o serviço do Governo Federal voltado para violações de direitos humanos em geral. Ele deve ser acionado em casos de abuso ou violência contra crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, população LGBTQIAPN+ e até situações de trabalho escravo. O sigilo é total e também é possível denunciar pelo WhatsApp no número (61) 99611-0100.

Já o Ligue 180 é focado especificamente no enfrentamento à violência contra a mulher. A ligação é gratuita e pode ser feita a qualquer hora do dia ou da noite, servindo tanto para denúncias urgentes quanto para buscar orientações sobre direitos e locais de atendimento especializado.