Guarujá

Guarujá entrega sensores digitais de glicose para monitoramento remoto de pacientes infantis

Sensores de monitoramento contínuo de glicose beneficiam jovens de 4 a 18 anos, melhorando o controle da diabetes tipo 1

Foto: RPC
Foto: RPC

Redação Publicado em 14/08/2026, às 09h22


A Prefeitura de Guarujá iniciou a distribuição gratuita de sensores de monitoramento contínuo de glicose para 86 crianças e adolescentes com diabetes atendidos pela rede municipal de saúde. O primeiro grupo, formado por dez pacientes, recebeu os equipamentos na quarta-feira (12), e os demais cadastrados serão contemplados nos próximos dias. A ação beneficia pacientes na faixa etária entre 4 e 18 anos acompanhados pela Unidade de Saúde Docinhos, serviço municipal especializado no tratamento e acompanhamento de crianças com diabetes e obesidade infantil.

A iniciativa é voltada prioritariamente para pacientes com diabetes tipo 1, condição crônica e autoimune caracterizada pela baixa ou nula produção de insulina pelo pâncreas. O controle frequente e rigoroso dos níveis de açúcar no sangue é fundamental para prevenir complicações severas. Antes da introdução dos dispositivos, o acompanhamento dependia do método capilar tradicional, que exige picadas frequentes nas pontas dos dedos — procedimento que chegava a ser repetido cerca de 100 vezes por mês por cada jovem para checagem da taxa de glicose.

Tecnologia em tempo real e mais qualidade de vida

Fixado no braço do paciente, o sensor realiza a medição contínua dos índices glicêmicos ao longo de 24 horas por dia, transmitindo as informações diretamente para um aplicativo de smartphone. A tecnologia permite que os pais e cuidadores acompanhem as variações em tempo real, mesmo à distância, durante as atividades escolares ou períodos de sono. Da mesma forma, os profissionais da Unidade Docinhos conseguem monitorar os dados remotamente e orientar intervenções rápidas em quadros de hipoglicemia ou hiperglicemia.

De acordo com a chefe do Departamento de Atenção Especializada de Guarujá, Luciana Saião, o monitoramento digital proporciona maior segurança aos familiares e devolve a rotina própria da infância aos pacientes, reduzindo a dor das perfurações e a ansiedade ligada ao tratamento. Os testes na ponta dos dedos continuarão sendo adotados apenas em circunstâncias pontuais, caso surjam discrepâncias entre a leitura do sensor e eventuais sintomas clínicos sentidos pelo paciente.