Política

Haddad critica privatizações do governo Tarcísio durante agenda no Vale do Ribeira

Candidato do PT ao governo paulista afirmou que pretende revisar contratos da atual gestão caso seja eleito e citou serviços como CPTM, Sabesp e pedágio eletrônico

Fernando Haddad afirmou, durante agenda em Iguape (SP), que pretende revisar contratos de privatização realizados pelo governo estadual caso seja eleito - Imagem: Carlos Abelha/TV Tribuna e Divulgação/Secom/GESP
Fernando Haddad afirmou, durante agenda em Iguape (SP), que pretende revisar contratos de privatização realizados pelo governo estadual caso seja eleito - Imagem: Carlos Abelha/TV Tribuna e Divulgação/Secom/GESP

Redação Publicado em 07/08/2026, às 11h28


Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, criticou as privatizações do atual governador Tarcísio de Freitas, apontando problemas em contratos de transporte e saneamento, e prometeu revisar esses acordos se eleito.

Haddad destacou falhas no sistema ferroviário e problemas de abastecimento de água em municípios como Guarujá, onde um comitê de crise foi formado para monitorar a situação da Sabesp.

O candidato também mencionou o adiamento da operação do pedágio eletrônico no Sistema Anchieta-Imigrantes, atribuindo a mudança aos problemas nas concessões, e afirmou que avaliará os contratos da atual gestão sem especificar as medidas a serem tomadas.

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (6) que as privatizações realizadas durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) apresentam problemas. A declaração foi feita durante uma agenda em Iguape, no Vale do Ribeira, onde o político participou de compromissos públicos e concedeu entrevista à TV Tribuna.

Durante a manifestação, Haddad citou contratos relacionados à operação ferroviária, à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e ao sistema de pedágio eletrônico nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Segundo o candidato, caso seja eleito, a intenção é revisar os contratos firmados pelo atual governo estadual.

“Fiquei feliz que [a greve] terminou. Entendo que São Paulo está vivendo um momento muito difícil, em que todas as privatizações do Tarcísio estão dando errado”, afirmou Haddad durante a entrevista.

A declaração ocorreu um dia após o encerramento da greve dos trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A paralisação começou na terça-feira (4) e foi encerrada após decisão em assembleia da categoria.

Críticas à operação ferroviária

Ao comentar o transporte sobre trilhos, Haddad mencionou episódios recentes envolvendo falhas no sistema ferroviário paulista. Entre os casos citados está a paralisação das linhas da CPTM e a ocorrência registrada em um trem da Linha 8-Diamante, operada pela ViaMobilidade, que precisou ser evacuado após apresentar superaquecimento.

Segundo informações da concessionária, não houve feridos durante o episódio e os passageiros foram retirados do veículo em segurança. As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que foram afetadas pela paralisação, atendem diariamente cerca de 1 milhão de passageiros na capital paulista e na Região Metropolitana de São Paulo.

Questionamentos sobre a Sabesp

Outro ponto abordado pelo candidato foi a privatização da Sabesp, concluída em 2024. Haddad citou problemas relacionados ao abastecimento de água em municípios paulistas, incluindo Guarujá, na Baixada Santista, onde foi criado um comitê de crise para acompanhar a situação.

O grupo reúne representantes da Prefeitura de Guarujá, da Sabesp e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) para monitorar o fornecimento e definir medidas emergenciais.

Pedágio eletrônico

Haddad também comentou o adiamento do início da operação do sistema de pedágio eletrônico Siga Fácil, previsto para o Sistema Anchieta-Imigrantes. A implantação da tecnologia, que substituiria as praças tradicionais de cobrança pelo modelo de pagamento automático, teve o cronograma alterado pelo governo estadual.

O candidato afirmou que o adiamento representaria uma consequência dos problemas envolvendo a concessão. A reportagem questionou o governo de São Paulo sobre as declarações, mas não recebeu retorno até a última atualização.

Posicionamento sobre contratos

Durante a entrevista, Haddad afirmou que pretende avaliar os contratos assinados pela atual administração estadual caso assuma o governo paulista. O candidato não detalhou quais medidas jurídicas ou administrativas seriam adotadas em uma eventual revisão.

A gestão Tarcísio de Freitas defende o modelo de concessões e privatizações como uma estratégia para ampliar investimentos em infraestrutura e serviços públicos no estado.