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Hapvida renova cúpula com novo CFO e mudanças no conselho

Executivo Lucas Garrido assume o financeiro da companhia em momento estratégico de venda de ativos

Hapvida promove mudanças significativas em sua liderança - Imagem: Divulgação
Hapvida promove mudanças significativas em sua liderança - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 10/04/2026, às 09h52


A Hapvida oficializou uma ampla reestruturação em seu alto escalão, no que definiu como uma estratégia de "continuidade com renovação". O principal destaque é a chegada de Lucas Garrido como novo CFO. O executivo, que era sócio do BCG e tem passagens por gigantes como Itaú Asset e GIC, já prestava consultoria para a empresa desde o ano passado, focando na revisão comercial em São Paulo.

Garrido assume a cadeira de Luccas Adib, que passa a ser o novo CEO do grupo. Já Jorge Pinheiro, que ocupava o posto de CEO, agora preside o conselho de administração no lugar de seu pai e fundador da companhia, Cândido Pinheiro. Segundo Adib, o novo CFO terá um papel de "mão na massa", focado em dados, preservação de caixa e na adequação do portfólio de ativos da empresa.

Mudanças no C-Level

Além da troca no financeiro, a Hapvida trouxe reforços para diversas vice-presidências. Fabiane Reschke (ex-TIM) assume o Jurídico, enquanto Felipe Nobre (ex-Verde) fica à frente de Estratégia e RI. Também foram anunciados novos líderes para as áreas de Pessoas, Planos Premium e o cargo de Chief Medical Officer. A ideia é unir quem já conhece profundamente o negócio com novos talentos que tragam competências complementares para este novo ciclo.

Contexto de mercado 

O anúncio não acontece no vácuo. O movimento vem logo após a notícia de que a Hapvida pretende vender sua operação no Sul do país, processo liderado pelo BTG Pactual. Além disso, a família Pinheiro aumentou sua fatia na empresa para 51,3%, tentando mostrar confiança ao mercado em um momento em que a gestora Squadra, uma das principais acionistas, cobra mudanças drásticas na administração.

A empresa corre contra o tempo para recuperar o valor de suas ações, que despencaram 63% nos últimos 12 meses. Atualmente avaliada em menos de R$ 6 bilhões, bem longe do auge de R$ 90 bilhões, a Hapvida viu seus papéis subirem cerca de 15% após os anúncios recentes de venda de ativos e reforço da família no capital, sinalizando um início de retomada da confiança dos investidores.