Declarações de cunho racista contra colega, em São Vicente, motivaram investigação; suspeito admitiu falas e disse estar arrependido

Redação Publicado em 20/03/2026, às 16h43
Victor Fortes, de 29 anos, foi indiciado por injúria racial após ser flagrado em vídeo fazendo comentários ofensivos contra Murilo Luiz Santos, também de 29 anos, em um episódio que ocorreu em São Vicente e viralizou nas redes sociais.
A vítima relatou ter sofrido racismo no trabalho e decidiu registrar as ofensas, que foram consideradas pela Polícia Civil como uma violação da dignidade humana, levando a investigações após a ampla repercussão do caso.
Fortes admitiu as declarações durante o interrogatório e, embora tenha sido liberado, permanece indiciado e à disposição da Justiça, enquanto o caso será encaminhado ao Ministério Público para as devidas providências.
Victor Fortes, de 29 anos, foi indiciado por injúria racial após ser flagrado em vídeo fazendo declarações ofensivas contra um colega. O caso aconteceu no dia 24 de fevereiro, em São Vicente, no litoral de São Paulo, e ganhou repercussão após a gravação viralizar nas redes sociais.
De acordo com a apuração, a vítima, Murilo Luiz Santos, também de 29 anos, relatava ter sofrido um episódio de racismo em seu ambiente de trabalho, em Santos, quando passou a ser alvo de comentários preconceituosos por parte de Fortes. Diante da situação, Murilo decidiu registrar as falas.
Nas imagens, o investigado utiliza expressões de cunho racista e associa características físicas à cor da pele, o que, segundo a Polícia Civil, configura ofensa à dignidade da vítima. O conteúdo foi publicado posteriormente e gerou ampla repercussão.
A visibilidade do caso levou um morador de Cubatão a procurar a delegacia, contribuindo para o início das investigações. No dia 13 de março, policiais civis cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Fortes e o conduziram para prestar depoimento.
Durante o interrogatório, o homem admitiu ter feito as declarações e afirmou estar arrependido. Ele também relatou ter recebido ameaças após a divulgação do vídeo. Após ser ouvido, foi liberado, mas segue indiciado e à disposição da Justiça.
Mensagens trocadas entre os envolvidos após a publicação do vídeo também passaram a integrar o inquérito, evidenciando a repercussão do caso. Para a Polícia Civil, as falas ultrapassam o limite da liberdade de expressão e se enquadram como injúria racial.
O caso será encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.
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