Suspeito de 53 anos foi localizado após testemunha registrar a movimentação sob um deck na Praia da Enseada; Polícia Civil apontou indícios de autoria e materialidade, enquanto investigado negou intenção sexual

Redação Publicado em 31/08/2026, às 15h41
Um homem de 53 anos foi preso no Guarujá sob suspeita de estupro de vulnerável após levar uma criança para uma área isolada na praia, enquanto o pai jogava futebol. A prisão ocorreu após uma testemunha registrar a situação e acionar a polícia.
Imagens mostraram o suspeito com a bermuda parcialmente aberta diante da criança, levando a polícia a considerar que houve ato libidinoso. O investigado, conhecido da família, alegou que levou o menino para urinar, mas a criança relatou que ele pediu para abaixar a roupa.
A Polícia Civil coletou evidências e indícios que justificaram a prisão do homem, que foi encaminhado à cadeia pública. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do caso e confrontar a versão do suspeito com as provas coletadas.
Um homem de 53 anos foi preso na tarde de domingo (30), no Guarujá, suspeito de estupro de vulnerável contra um menino cuja idade não foi divulgada. Segundo a Polícia Civil, a criança foi levada pelo investigado para uma área sob um deck na faixa de areia da Praia da Enseada, enquanto o pai jogava futebol nas proximidades. Uma testemunha percebeu a movimentação, registrou imagens e acionou a Polícia Militar. O suspeito foi localizado posteriormente na Avenida Tancredo Neves e encaminhado à delegacia.
De acordo com o boletim de ocorrência, o vídeo apresentado à polícia mostra o homem com a bermuda parcialmente aberta diante da criança. A autoridade policial entendeu que os elementos reunidos indicavam a ocorrência de ato libidinoso e determinou a prisão. A identidade do suspeito não foi divulgada.
Segundo o registro policial, uma testemunha percebeu uma situação considerada suspeita sob a estrutura instalada na faixa de areia e começou a gravar. Após o flagrante, o homem deixou o local. A testemunha procurou policiais militares, apresentou as imagens e informou as características das roupas usadas pelo suspeito, além da direção seguida durante a saída. Quando os agentes chegaram ao deck, o homem e a criança já não estavam no ponto indicado.
As características foram transmitidas às demais equipes por rádio. Pouco depois, policiais localizaram um homem na Avenida Tancredo Neves com descrição semelhante à registrada nas imagens.
A Polícia Civil informou que o menino estava na Praia da Enseada acompanhado do pai, que participava de uma partida de futebol. O investigado era conhecido da família e frequentava o mesmo local. Segundo o boletim, o homem teria levado o garoto para uma área mais reservada sob a justificativa de que a criança precisava urinar.
O pai afirmou em depoimento que não percebeu o momento em que os dois deixaram a área onde ele estava e que foi avisado posteriormente por outras pessoas. Após localizar o filho, conversou com o menino sobre o ocorrido.
Conforme o depoimento do responsável, o garoto relatou que o homem teria pedido que ele abaixasse a roupa e, em seguida, também teria abaixado parcialmente a própria bermuda e exibido o órgão genital. O pai afirmou à polícia que, segundo a criança, não houve contato físico ou outro ato sexual. No registro feito pela testemunha, o garoto chegou a se referir ao investigado como “tio”. A polícia preservou a identidade da criança e a voz foi modificada na divulgação das imagens.
O responsável esclareceu em depoimento que não existe parentesco entre os dois. Segundo ele, o suspeito é uma pessoa conhecida no bairro e frequenta o local onde costuma jogar futebol.
Com base nas imagens, nos relatos e nos demais elementos reunidos na ocorrência, a Polícia Civil informou ter identificado indícios de autoria e prova de materialidade para o crime de estupro de vulnerável. O suspeito foi preso e a autoridade policial determinou seu encaminhamento à cadeia pública.
No Brasil, a tipificação de estupro de vulnerável pode abranger a prática de ato libidinoso com criança ou adolescente em condição definida pela legislação, não dependendo necessariamente de conjunção carnal. A investigação deverá prosseguir para esclarecer a dinâmica completa do episódio e reunir outros elementos relacionados ao caso.
Em depoimento, o homem negou ter mostrado o órgão genital à criança ou praticado qualquer ato de natureza sexual. Segundo a versão apresentada por ele, os dois teriam ido ao local para urinar, permanecendo voltados para direções diferentes. O investigado afirmou ainda que pessoas que estavam jogando futebol teriam interpretado equivocadamente a situação.
Questionado sobre a existência de banheiro próximo ao local, inclusive nas proximidades de um posto de guarda-vidas, ele declarou à polícia que ele e a criança já tinham o hábito de agir daquela maneira e negou intenção sexual ou maliciosa. A versão apresentada pelo suspeito integra a investigação e deverá ser confrontada com as imagens, depoimentos e demais provas reunidas pela Polícia Civil.
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