Apesar do susto, Geraldo decidiu não registrar boletim de ocorrência, mas quer alertar sobre o risco para crianças

Redação Publicado em 20/01/2026, às 10h03
O que era para ser apenas mais uma manhã tranquila de exercícios na orla de Praia Grande acabou se transformando em dor de cabeça e necessidade de cuidados médicos para um morador da região. Na última sexta-feira (16), Geraldo Magela de Carvalho, de 75 anos, foi surpreendido durante sua pedalada rotineira por um cachorro vira-lata, daqueles conhecidos popularmente como "caramelo", que o atacou sem motivo aparente.
O incidente aconteceu na altura do bairro Canto do Forte, bem em frente à conhecida Boutique do Peixe. Segundo o relato do aposentado, tudo foi muito rápido: o animal avançou, mordeu sua perna e fugiu logo em seguida. Apesar do susto repentino e da dor, Geraldo conseguiu manter o equilíbrio, não caiu da bicicleta e reuniu forças para pedalar de volta para casa. "Nunca imaginei que isso pudesse acontecer", desabafou ele, ainda surpreso com a agressividade do animal em um local tão movimentado.
Ao chegar em sua residência, o idoso percebeu que a situação exigia atenção profissional. Como o ferimento provocado pela mordida não parava de sangrar, ele buscou ajuda imediata. O primeiro atendimento foi feito em um hospital particular, onde realizou o curativo. Na sequência, seguindo o protocolo de segurança para esses casos, ele se dirigiu à Unidade de Saúde da Família (Usafa) do Canto do Forte. Lá, Geraldo recebeu a vacina antirrábica, um procedimento essencial para evitar a raiva, doença grave transmitida pela saliva de animais infectados.
Perigo já conhecido na vizinhança
Embora o ataque tenha pegado Geraldo de surpresa, a presença agressiva de cães naquele trecho não é novidade para sua família. Eva Maria Câmara, esposa do aposentado, contou que já tinha avisado o marido sobre o risco. Ela, que tem 71 anos, relatou que costuma ver dois cachorros, aparentemente de rua, rondando as proximidades do bairro.
Eva revelou que, por medo, evita passar pelo local. "Eu presenciei ataques dos cachorros por duas vezes, sempre de manhã. Fato é que nem passo por ali", afirmou. Ela ainda comentou sobre a reação do marido, ressaltando que a calma dele foi fundamental para que o episódio não fosse pior. "Ele é bastante calmo e não tem medo de cachorro. Se fosse eu, teria morrido [de susto]", completou.
Geraldo pedala todas as manhãs até o bairro Mirim e, apesar do incidente, decidiu que não vai registrar um boletim de ocorrência na delegacia. Como o animal não possui dono identificado, ele acredita que a ação policial teria pouco efeito prático. No entanto, o idoso fez questão de divulgar o caso com um objetivo nobre: servir de alerta para a comunidade. Sua maior preocupação é que o mesmo cachorro ataque outras pessoas mais vulneráveis, especialmente crianças que frequentam a orla para brincar.
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