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Imprudência ao volante causa 28 interrupções de energia na Baixada Santista este ano

Levantamento da CPFL aponta Santos, São Vicente e Praia Grande como as cidades com mais ocorrências de danos à rede elétrica

Colisões com a infraestrutura elétrica geram complexas operações de reparo e riscos de eletrocussão para a população - Foto: Divulgação/ CPFL
Colisões com a infraestrutura elétrica geram complexas operações de reparo e riscos de eletrocussão para a população - Foto: Divulgação/ CPFL

Redação Publicado em 07/05/2026, às 11h09


Os acidentes de trânsito envolvendo a infraestrutura da rede elétrica tornaram-se um gargalo crítico para a estabilidade do fornecimento de energia na Baixada Santista. Segundo dados oficiais da concessionária CPFL Piratininga, somente entre os meses de janeiro e março deste ano, a região registrou ao menos 28 interrupções de energia diretamente causadas por veículos que colidiram contra postes ou cabos. O levantamento estatístico detalhado aponta Santos como o município mais afetado, concentrando 10 ocorrências, seguido por São Vicente, com sete registros, e Praia Grande, com seis casos.

A gravidade dessas colisões vai muito além do dano material imediato ao patrimônio público ou privado. Cada poste derrubado representa uma operação logística de alta complexidade que mobiliza diversas frentes de trabalho. Quando uma estrutura de concreto é atingida, as equipes de emergência precisam, primeiramente, isolar toda a área para evitar riscos iminentes de eletrocussão a pedestres e motoristas. Somente após a liberação formal da perícia policial e a devida remoção do veículo envolvido pelos órgãos de trânsito é que os técnicos da concessionária podem iniciar a reconstrução efetiva da rede.

Este processo técnico de reparo envolve o uso de maquinário pesado, como guindastes, além da perfuração do solo e o lançamento de novos cabos de alta e baixa tensão. Dependendo da estrutura do poste, se ele sustenta transformadores ou chaves de proteção, o tempo de restabelecimento pode se estender por várias horas, prejudicando o comércio local e a rotina das residências.

Em termos financeiros, o prejuízo para quem causa o acidente é expressivo e punitivo. A CPFL Piratininga reforçou que busca o ressarcimento total dos danos sempre que o responsável pela colisão é devidamente identificado. Os custos de substituição, que englobam o poste de concreto, os equipamentos acoplados e a mão de obra especializada, variam entre R$ 3 mil e R$ 14 mil.

Além do impacto financeiro direto aos envolvidos, a coletividade sofre com a paralisia de serviços essenciais. Uma batida em um poste estratégico pode desativar semáforos em cruzamentos movimentados, interromper o funcionamento de sistemas de segurança e afetar o atendimento em unidades de saúde. A concessionária reitera que a prática da direção defensiva é a ferramenta mais eficaz para evitar que um momento de imprudência ou cansaço ao volante se transforme em um transtorno em larga escala para milhares de consumidores na região santista.