Fogo atingiu cerca de sete moradias na noite de terça-feira; apesar da destruição, não houve registro de feridos

Redação Publicado em 04/02/2026, às 09h20
O início da noite desta terça-feira (3) foi marcado por momentos de tensão e correria para quem vive no Dique da Vila Gilda, em Santos. Imagens impressionantes que começaram a circular rapidamente pelas redes sociais mostram o desespero da comunidade diante das chamas que consumiam parte das moradias. Nos vídeos, é possível ver a fumaça escura subindo alto e a união dos vizinhos, que tentavam jogar água com baldes e mangueiras na tentativa de salvar o pouco que tinham antes da chegada do socorro oficial.
O incêndio teve início por volta das 18h, na região da Rua Caminho São Sebastião, uma das áreas de acesso mais movimentadas da comunidade, que é conhecida por ser a maior favela sobre palafitas de todo o Brasil. A estrutura das casas, muitas delas feitas de madeira e construídas muito próximas umas das outras, facilitou a propagação do fogo e aumentou o risco de uma tragédia maior.
Mobilização e combate
Assim que o alerta foi dado, o Corpo de Bombeiros agiu rápido. Cinco viaturas foram enviadas para o local, transportando 14 profissionais especializados nesse tipo de combate. A prioridade da equipe foi cercar a área para impedir que o fogo pulasse para outras residências, criando uma barreira de proteção.
Apesar do cenário assustador e da destruição material, a ocorrência terminou com uma boa notícia: de acordo com a corporação, ninguém se feriu. As chamas atingiram entre cinco e sete barracos, que ficaram destruídos ou danificados, mas os moradores conseguiram sair a tempo.
Trabalho de rescaldo e apoio
Após controlarem o foco principal do incêndio, os bombeiros permaneceram no local realizando o trabalho de rescaldo. Essa fase é fundamental e consiste em revirar os escombros e resfriar a área queimada para evitar que brasas escondidas reacendam o fogo.
A ocorrência exigiu uma força-tarefa de diversos órgãos. Além dos bombeiros, equipes da Defesa Civil foram acionadas para avaliar a estrutura das casas vizinhas e prestar apoio às famílias afetadas. Técnicos da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) também estiveram presentes para desligar a energia e garantir a segurança elétrica da região, enquanto agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) organizaram o trânsito nas imediações para facilitar a passagem das viaturas. As causas exatas do que provocou o início do fogo ainda são um mistério e serão investigadas pelas autoridades competentes nos próximos dias.

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