Estratégias alternativas foram necessárias para controlar incêndio em galpão, evitando que chamas se alastrassem para imóveis vizinhos

Redação Publicado em 11/02/2026, às 10h54
A madrugada desta quarta-feira (11) foi de tensão e muito trabalho para o Corpo de Bombeiros em Praia Grande. Um incêndio de grandes proporções atingiu um galpão localizado na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Vila Tupi, uma das vias mais movimentadas da cidade, paralela à Via Expressa Sul. O fogo começou por volta das 5h e exigiu uma mobilização massiva da corporação para evitar que as chamas se alastrassem para imóveis vizinhos.
Ao todo, nove viaturas e um efetivo de 25 bombeiros foram deslocados para a ocorrência. O combate ao fogo foi extremamente complexo e durou mais de três horas, estendendo-se pela manhã. A dificuldade principal enfrentada pelas equipes foi a natureza do material armazenado no local. O galpão funcionava como um depósito de entulho e, principalmente, de lixo eletrônico, contendo uma grande quantidade de placas de computadores, fios e componentes plásticos. Esse tipo de material é altamente combustível e, quando queimado, gera uma fumaça densa e tóxica, além de dificultar o acesso aos focos de incêndio que ficam sob os escombros.
Estratégia e rescaldo
Para conseguir atingir o coração do incêndio, os bombeiros precisaram adotar estratégias alternativas, acessando o galpão através de um terreno baldio vizinho. Após controlarem as chamas mais altas, as equipes entraram na fase de rescaldo, revirando o material queimado para resfriar a área e garantir que não haja reignição. Felizmente, apesar da gravidade da ocorrência e da destruição material, não houve registro de feridos.
"Ciclo do cobre" e a causa provável
Embora a perícia técnica ainda vá determinar a causa oficial, relatos de moradores vizinhos apontam para um problema social crônico na região. Segundo testemunhas, o local, por abrigar materiais ricos em metais, era alvo constante de invasões por parte de usuários de drogas e pessoas em situação de rua.
O objetivo dessas invasões geralmente é o furto de cobre presente nos fios e nas placas eletrônicas. Para extrair o metal, é comum que os invasores coloquem fogo na fiação para derreter o revestimento plástico, uma prática perigosa que, frequentemente, sai de controle. A suspeita é de que uma dessas "queimas" improvisadas tenha dado origem ao incêndio que destruiu o depósito nesta madrugada. A Polícia Civil deve investigar o caso com base nos depoimentos e nas evidências encontradas no local.
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