Chamas começaram em equipamento de transporte e uniram equipes de emergência no Cais 12. Operações no porto seguiram normais

Redação Publicado em 25/09/2026, às 08h36
Uma falha mecânica em um equipamento de transporte de grãos acabou provocando um grande susto na área portuária de Santos no começo da tarde desta quinta-feira (24). As chamas começaram em uma esteira de cargas e logo chamaram a atenção de quem trabalhava e circulava pelo bairro Paquetá. Apesar da fumaça visível e da tensão inicial, o fogo foi controlado em pouco tempo e, o mais importante de toda a situação, ninguém ficou ferido. Além disso, as atividades rotineiras de embarque e desembarque de navios não precisaram ser paralisadas e seguiram normalmente.
O incidente aconteceu nas instalações da empresa Moinho Paulista, conhecida pelos produtos da marca Nita Alimentos, exatamente no trecho correspondente ao Cais 12. Os primeiros focos e os sinais de fumaça surgiram por volta das 13 horas. Diante do risco de o fogo se espalhar para outros maquinários valiosos do terminal, uma verdadeira força-tarefa foi montada em questão de minutos para conter o problema antes que ele fugisse do controle.
União de forças para apagar o fogo
Para evitar uma tragédia de proporções maiores, as equipes do 6º Grupamento de Bombeiros trabalharam lado a lado com a brigada de emergência interna da própria companhia e com os agentes da Guarda Portuária. Um detalhe bastante interessante dessa mobilização rápida foi a ajuda direta dos vizinhos. Profissionais do terminal Cofco, que fica logo ao lado, também entraram em ação usando rebocadores e equipamentos próprios para jogar água no local.
Essa parceria solidária em momentos de crise não acontece por acaso. Ela faz parte de um acordo oficial e muito bem organizado chamado Plano de Ajuda Mútua, que une diversas empresas da região para agir em conjunto sempre que surge alguma ameaça de acidente no porto. Graças a esse esforço coletivo intenso, por volta das 14 horas as chamas já estavam totalmente apagadas. Mesmo assim, os profissionais de segurança permaneceram no local até as 16 horas fazendo uma varredura completa. Esse procedimento serve para esfriar a área atingida e garantir que não sobrou nenhuma faísca escondida capaz de reiniciar o incêndio. A administração do porto garantiu que nenhuma estrutura pública sofreu qualquer tipo de dano.
Avaliação de danos e próximos passos
Logo após o fim do susto, a direção do Moinho Paulista se pronunciou oficialmente sobre o caso. A empresa fez questão de destacar que a sua maior preocupação desde o primeiro minuto foi garantir a integridade física de todos os funcionários e dar o suporte necessário para os bombeiros.
Agora, com o espaço isolado e seguro, os técnicos da companhia vão iniciar uma avaliação detalhada para entender exatamente o que causou o problema na esteira. O objetivo é consertar os estragos e adotar novas medidas de segurança para evitar que episódios parecidos voltem a colocar a vida dos trabalhadores em risco. A empresa também reforçou que segue de portas abertas para colaborar com as autoridades competentes que vão investigar o caso.
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