A reconstituição do assassinato de Geovana Stefany Trajano Silva busca esclarecer detalhes do crime e as versões do acusado

Redação Publicado em 15/04/2026, às 15h30
A Polícia Civil de Itanhaém realizou, nesta quarta-feira (15), a reconstituição do assassinato de Geovana Stefany Trajano Silva, de 19 anos. O procedimento é uma das etapas cruciais para fechar o inquérito sobre o feminicídio ocorrido em fevereiro, quando a jovem foi morta com um tiro na nuca. O principal objetivo da ação foi colocar frente a frente a versão do acusado, Juan Gustavo Nelson Ascenço da Silva, e as evidências técnicas encontradas no local do crime.
De acordo com o delegado Arilson Veras Brandão, existem "divergências sensíveis" entre o que Juan declarou inicialmente e o que os laudos periciais apontam. A reprodução simulada dos fatos buscou esclarecer detalhes como a trajetória do disparo e o possível deslocamento do corpo, já que as investigações indicam que Geovana foi baleada dentro do quarto e depois arrastada para o quintal da residência.
Detalhes do crime e prisão
O crime chocou a região pela brutalidade e pelo cenário encontrado pelos policiais. Na noite de 18 de fevereiro, o corpo de Geovana foi localizado no quintal de sua casa, na Rua Existente. No interior do imóvel, estava a filha do casal, uma bebê de apenas oito meses, que felizmente não sofreu ferimentos. Uma espingarda artesanal calibre 28 foi apreendida no local e é apontada como a arma do crime.
Juan Gustavo fugiu logo após o assassinato, mas foi capturado dois dias depois em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Ele foi encontrado escondido no banheiro de uma residência na Vila São Pedro, após uma denúncia anônima levar a Polícia Militar até o seu paradeiro.
Próximos passos da Justiça
Com a conclusão da reconstituição e o cruzamento de informações com os depoimentos de testemunhas que chegaram à casa logo após o tiro, a Polícia Civil pretende finalizar o relatório final ainda nesta semana. O documento será enviado ao Ministério Público, que decidirá pela denúncia formal do acusado à Justiça.
Juan permanece preso e deve responder por feminicídio, crime que prevê penas severas por envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. A Polícia Civil acredita que a perícia técnica, reforçada pela reconstituição de hoje, será fundamental para provar a dinâmica de execução e a intenção do autor.
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