Ferramenta digital permite monitoramento em tempo real e pagamento via Pix sem que o motorista precise descer da cabine

Redação Publicado em 22/05/2026, às 08h48
A tecnologia e o ecossistema de inovação da Baixada Santista estão redesenhando o fluxo logístico do maior complexo portuário da América Latina. Uma plataforma digital inovadora, desenvolvida pela startup santista Mosten, vem colhendo resultados expressivos na redução de gargalos rodoviários e na otimização do tráfego de cargas pesadas no Porto de Santos.
A ferramenta foi implantada de forma estratégica no EcoPátio, o principal pátio regulador de caminhões do complexo portuário santista. Segundo dados operacionais auditados pela empresa, a digitalização dos processos foi responsável por diminuir em 25% as filas operacionais e cortar em cerca de 34% o tempo total de permanência dos veículos pesados aguardando o chamado para descarga no pátio de triagem.
Operação sem sair da cabine e boom de usuários
A grande inovação da plataforma reside na simplificação da jornada do motorista de carga. O sistema permite que os caminhoneiros acompanhem a evolução das filas de chamada em tempo real e realizem as taxas de pagamento de estadia via Pix diretamente pelo smartphone. O processo elimina a necessidade de o profissional desligar o veículo, descer da cabine e enfrentar filas físicas em bilheterias e guichês de atendimento.
A facilidade gerou uma adesão em massa. Os relatórios da startup apontam que aproximadamente 28 mil motoristas já utilizavam a ferramenta recorrentemente no primeiro trimestre. O aplicativo soma cerca de 27,8 mil instalações oficiais nas lojas de aplicativos e 24,5 mil usuários ativos mensais, ostentando uma avaliação média de 4,75 estrelas dada pelos próprios caminhoneiros, que realizam uma média de quase 20 acessos por dispositivo ao mês.
Ganhos econômicos e aumento de capacidade
O impacto da tecnologia vai muito além do conforto dos motoristas, refletindo diretamente na produtividade das empresas de transporte e comércio exterior. A startup afirma que a inteligência de dados aplicada proporcionou um aumento de 20% na capacidade operacional do terminal regulador, sem que houvesse a necessidade de investir um único centavo em obras de ampliação física da estrutura ou desapropriação de terras.
Para o bolso do transportador autônomo e das transportadoras, a eficiência logística se traduz em dinheiro vivo. A tecnologia gera uma economia média estimada em R$ 280 por viagem aos caminhoneiros. Essa conta leva em consideração a redução drástica no tempo de motor ocioso (desperdício de combustível), o fim das multas por atrasos logísticos (estadias estouradas) e a maior rotatividade da frota. A otimização abre espaço para que cada caminhão consiga realizar de duas a quatro viagens extras por mês.
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