Um barco e uma balsa afundaram na Ponte dos Barreiros na tarde desta terça-feira (10)

Redação Publicado em 11/03/2026, às 19h12
Um susto marcou a tarde de terça-feira (10) para quem trabalha ou circulava pela região da Ponte dos Barreiros, em São Vicente. Um barco e uma balsa acabaram afundando devido a uma instabilidade incomum nas águas, provocada por um fenômeno natural conhecido como "maré enquartada". Apesar das imagens impressionantes das embarcações submersas, o incidente não deixou feridos, uma vez que os profissionais a bordo e o dono do barco agiram rápido e conseguiram pular para estruturas seguras antes que a água tomasse conta do convés.
De acordo com a prefeitura, o naufrágio foi causado pela "maré morta", um termo técnico para quando a diferença entre a maré alta e a maré baixa é muito pequena. Esse fenômeno acontece geralmente durante as fases de lua crescente e minguante, gerando uma variação de nível que pode causar instabilidade em embarcações atracadas ou realizando manobras em áreas de correnteza específica, como ocorre sob a estrutura ferroviária da ponte.
O momento do incidente e o resgate
Testemunhas que acompanharam o ocorrido relataram que a ação foi extremamente rápida e surpreendeu quem estava no local. No caso do barco, o barqueiro percebeu que a embarcação estava começando a ceder e saltou para o píer a tempo, saindo ileso. Na balsa, que prestava serviços de manutenção na área, os trabalhadores demonstraram agilidade e pularam para uma outra balsa que estava posicionada logo ao lado, evitando qualquer tipo de queda no canal ou risco de afogamento.
Logo após o susto, a operação para a retirada das embarcações foi iniciada pelo consórcio responsável pelas obras de recuperação do trecho ferroviário da Ponte dos Barreiros. As equipes utilizaram maquinário pesado para içar os equipamentos do fundo do canal e liberar a área para a continuidade dos trabalhos. A prefeitura informou que, após a remoção e os ajustes necessários na sinalização náutica, o fluxo de serviços na região já voltou a operar dentro da normalidade.
Prevenção e monitoramento constante
Com o olhar voltado para a segurança da navegação no estuário, as autoridades reforçam que fenômenos como a maré enquartada são naturais, mas exigem atenção redobrada em canteiros de obras sobre a água. Equipes técnicas seguem acompanhando a tábua de marés detalhada para os próximos dias, visando evitar que novas oscilações inesperadas coloquem em risco os equipamentos de engenharia ou os operários que trabalham na revitalização da ponte.
A Capitania dos Portos foi devidamente informada sobre o ocorrido para registrar o incidente administrativo. Felizmente, a análise preliminar indicou que o naufrágio causou apenas danos materiais, sem registro de vazamento de óleo ou poluição ambiental significativa nas águas de São Vicente. O episódio serve como alerta para os navegantes da região sobre a importância de manter as amarras e a flutuabilidade sempre revisadas, especialmente em períodos de transição de maré.
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