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Instituto resgata pinguim-de-magalhães após nadar ao lado de banhistas na Enseada, em Guarujá

Animal foi avistado no último sábado (11) e imagens nas redes sociais mostraram aproximação com turistas na água

Ave jovem se perde em rota migratória e é resgatada por biólogos em praia de Guarujá - Imagem: Divulgação
Ave jovem se perde em rota migratória e é resgatada por biólogos em praia de Guarujá - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 13/07/2026, às 09h47


Um pinguim-de-magalhães foi resgatado na Praia da Enseada, em Guarujá, após chamar a atenção de moradores e turistas. Imagens que circularam nas redes sociais registraram o animal nadando bem próximo a banhistas na beira da água antes de ser retirado da faixa de areia.

O resgate foi efetuado no último sábado (11) por equipes do Instituto Gremar, organização responsável pelo monitoramento e reabilitação de animais marinhos na Baixada Santista. A ave foi encaminhada para a base da instituição, onde permanece sob observação e cuidados veterinários. Até o momento, não há informações oficiais sobre a data prevista para a soltura e retorno do animal ao seu habitat natural.

Migração e características da espécie

O pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) é uma ave marinha de médio porte e figura como a espécie mais comum a alcançar a costa do Brasil durante os meses de inverno. Ao contrário do que o senso comum aponta, esses animais não habitam as áreas de gelo da Antártida, mas sim as regiões temperadas da América do Sul.

O ciclo de vida e reprodução da espécie ocorre entre os meses de setembro e fevereiro na Patagônia (Argentina e Chile) e nas Ilhas Malvinas, onde eles costumam formar seus ninhos. Já no período de inverno, entre maio e outubro, os pinguins iniciam um processo de migração para o norte, acompanhando as correntes marítimas frias em busca de alimento.

Essas aves possuem asas modificadas que funcionam como potentes nadadeiras, o que permite deslocamentos na água a velocidades de até 40 km/h e mergulhos que alcançam quase 90 metros de profundidade. Além disso, destacam-se pelo comportamento monogâmico, mantendo o mesmo parceiro por várias temporadas reprodutivas e dividindo os cuidados com a incubação dos ovos e a criação dos filhotes.

Por que os animais encalham nas praias?

A grande maioria dos espécimes que chegam às praias paulistas é composta por indivíduos jovens. Cerca de 83% dos pinguins que encalham no litoral brasileiro estão realizando a sua primeira viagem migratória.

Por não possuírem a experiência de navegação das aves adultas, muitos desses pinguins sofrem com o cansaço excessivo provocado pelas longas distâncias, enfrentam a escassez de alimentos decorrente das mudanças climáticas globais ou acabam se desgarrando da rota principal de migração.

Orientações de segurança ao encontrar um pinguim

Caso se depare com um pinguim na faixa de areia, é fundamental adotar alguns cuidados imediatos para garantir a sobrevivência do animal. Primeiramente, evite o uso de gelo e nunca coloque a ave em caixas térmicas ou coolers. Como o pinguim está fugindo de correntes geladas, ele costuma apresentar um quadro de hipotermia ao encalhar, necessitando ser mantido seco e aquecido em local protegido.

Além disso, não force o retorno dele ao mar, pois se o animal saiu da água é porque está em estado de exaustão extrema e precisa descansar em terra firme. Também é crucial não tentar alimentá-lo, já que oferecer peixes ou pedaços de comida de forma inadequada pode causar engasgamento ou agravar seu estado clínico de saúde. Por fim, isole a área mantendo banhistas e animais domésticos, como cachorros, afastados para evitar o estresse da ave, e acione imediatamente os órgãos ambientais locais ou o Instituto Gremar para o devido resgate técnico.


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