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Inundação na fronteira do Nepal com a China deixa 31 mortos e quase 400 desaparecidos

Enxurrada devastadora destrói vilas e arrasta pontes no Nepal; quase 300 turistas estrangeiros estão entre os desaparecidos

Desastre na fronteira do Nepal com a China deixa 31 mortos e rastro de destruição - Imagem: Reuters
Desastre na fronteira do Nepal com a China deixa 31 mortos e rastro de destruição - Imagem: Reuters

Redação Publicado em 26/08/2026, às 10h12


Uma inundação repentina e de grandes proporções provocou ao menos 31 mortes, deixou mais de 380 pessoas desaparecidas e causou destruição generalizada em comunidades situadas na fronteira entre o Nepal e a região autônoma do Tibete, na China, nesta quarta-feira (26). A torrente de água e lama desceu pelo leito do rio Bhote Koshi, arrastando veículos, derrubando pontes metálicas e engolindo vilarejos inteiros no distrito montanhoso de Rasuwa, habitado por cerca de 50 mil pessoas.

O Conselho de Turismo do Nepal confirmou que 384 viajantes que estavam em expedições pela região constam como desaparecidos, sendo 291 deles turistas estrangeiros. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) acompanha a situação e ainda não confirmou se há cidadãos brasileiros entre os afetados. Forças armadas e policiais do Nepal mobilizaram patrulhas terrestres diante da impossibilidade de pouso de helicópteros de resgate, conseguindo retirar 88 pessoas com vida das áreas mais críticas.

Deslizamento no porto de Gyirong e suspeita de lago glacial

Do lado chinês da fronteira, no condado de Gyirong (região de Shigatse), a enxurrada e uma avalanche de detritos atingiram o principal porto aduaneiro e de comércio terrestre entre os dois países. O impacto destruiu estruturas, bloqueou rodovias essenciais e cortou os serviços de eletricidade e comunicação. Entre os desaparecidos em território sob administração chinesa estão oito trabalhadores sul-coreanos que atuavam em uma usina hidrelétrica local.

Embora as autoridades técnicas ainda investiguem as causas exatas do fenômeno, especialistas e equipes de emergência apontam a hipótese de rompimento abrupto da bacia de um lago glacial no topo da cordilheira do Himalaia, dinâmica semelhante à registrada na mesma bacia hidrográfica em 2025. O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, determinou mobilização total das forças estatais em suporte aos desabrigados e na busca por sobreviventes.