Notícias

Jacaré é visto com sacola plástica presa ao corpo na Alemoa, em Santos

Flagrante feito por motoboy na Avenida Augusto Barata acende alerta para a poluição no estuário

Flagrante de lixo preso em jacaré na zona portuária de Santos repercute na região - Imagem: Reprodução
Flagrante de lixo preso em jacaré na zona portuária de Santos repercute na região - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 02/06/2026, às 09h06


O impacto do descarte incorreto de lixo na Baixada Santista ganhou um registro preocupante no coração da zona portuária. Um jacaré foi filmado com uma sacola plástica presa ao redor do tronco na região da Alemoa, em Santos. O flagrante foi feito por um motoboy que transitava pela Avenida Augusto Barata no último dia 25 e costuma parar no local para observar a fauna que habita os arredores do estuário.

O vídeo mostra o réptil parado às margens da via, evidenciando o material plástico enroscado em seu corpo, o que gerou alerta sobre as condições dos animais silvestres que dividem espaço com a atividade industrial.

Presença comum e riscos no estuário

Procurada para comentar o caso, a Autoridade Portuária de Santos (APS) confirmou que os jacarés são moradores nativos do ecossistema do estuário santista. Segundo a instituição, o avistamento desses animais é frequente e considerado normal em vários pontos do complexo, tanto flutuando nos canais de água quanto circulando por áreas de terra.

A gerência do porto reforçou, no entanto, que a população e os trabalhadores locais jamais devem tentar capturar, segurar ou remover resíduos do corpo dos animais por conta própria, já que se trata de uma espécie silvestre que pode reagir de forma agressiva ao se sentir acuada.

Como acionar o resgate

Para situações como esta, em que o animal silvestre é encontrado ferido, preso a materiais ou em condições de risco na área do porto, a APS informou que existe um protocolo de atendimento.

  • Telefone de emergência: qualquer ocorrência com a fauna local deve ser informada diretamente pelo número 3202-6570.
  • Procedimento: assim que recebe o chamado, a Autoridade Portuária aciona a Polícia Militar Ambiental. Os policiais são os técnicos habilitados para fazer o manejo, retirar o lixo do corpo do animal e devolvê-lo com segurança à natureza.