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Jose Santaella vê com "surpresa e insegurança" o adiamento da assinatura do contrato do túnel

Para o secretário da Associação de Moradores do Macuco, prorrogação do prazo afeta o planejamento de comerciantes e gera ansiedade na região

Jose Santaella, comenta os impactos do atraso no projeto do túnel imerso (na projeção a direita) - Imagem: Reprodução
Jose Santaella, comenta os impactos do atraso no projeto do túnel imerso (na projeção a direita) - Imagem: Reprodução

Gabriel Nubile Publicado em 03/12/2025, às 10h48


A assinatura do contrato de concessão para a construção do túnel imerso entre Santos e Guarujá foi adiada. A Mota-Engil, empresa vencedora do leilão, solicitou ao Governo do Estado de São Paulo a prorrogação do prazo por mais 20 dias para a formalização do documento. O pedido foi aceito e publicado no Diário Oficial, estendendo a data limite para 28 de janeiro de 2026, tempo necessário para a constituição da Sociedade de Propósito Específico (SPE).

A repercussão desse adiamento foi tema de entrevista na Rádio CBN Santos nesta quarta-feira (03). O secretário da Associação dos Moradores do Macuco (ACOM), Jose Santaella, analisou o impacto da mudança no cronograma. Segundo ele, a notícia foi recebida com surpresa pela comunidade, uma vez que, em reuniões recentes com a diretoria da futura concessionária, o prazo inicial de 8 de janeiro havia sido tratado como definitivo para o início oficial dos trâmites do projeto.

Recebemos a notícia do adiamento com surpresa, pois em encontros recentes o dia 8 de janeiro havia sido colocado claramente como a data da assinatura. Do ponto de vista da associação, esses atos adiados geram mais ansiedade, insegurança e incerteza. A comunidade acaba sendo afetada, prejudicando os negócios e os planejamentos de médio e longo prazo, tanto de locatários quanto de proprietários. Isso prolonga todos os prazos e nos atrapalha."

Santaella ressaltou que, do ponto de vista da associação de moradores, a postergação de prazos gera um clima de incerteza e ansiedade, afetando o planejamento de médio e longo prazo de comerciantes e proprietários de imóveis na região que será impactada pelas obras. Ele também mencionou a complexidade administrativa do projeto, citando exigências recentes do Tribunal de Contas da União (TCU) para haver um alinhamento efetivo entre o Estado e a União na gestão e auditoria dos recursos.

O projeto do túnel imerso prevê um investimento total estimado em R$ 6,8 bilhões, viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A estrutura terá 870 metros de extensão submersa, contando com três faixas de rolamento por sentido, além de vias exclusivas para pedestres e ciclistas. A instalação do canteiro de obras e o início dos repasses financeiros dependem exclusivamente da assinatura do contrato.