Vítima vivia em área de ocupação com a investigada; laudo do IML será decisivo para apontar se a morte foi causada por pauladas ou por intoxicação química

Redação Publicado em 23/04/2026, às 09h28
A Polícia Civil de Guarujá trabalha para esclarecer a morte de Diogo Marim Costa, de 22 anos, ocorrida na comunidade da Cachoeira. A principal investigada é a companheira da vítima, uma mulher de 36 anos. Diogo chegou a ser socorrido após ser ferido com uma faca no peito e sofrer traumas graves na cabeça, mas não resistiu aos ferimentos. Até o momento, ninguém foi preso.
Crime e o socorro
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por uma testemunha que presenciou o crime e ajudou a levar Diogo para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Prof. Dr. Matheus Santamaria (UPA Rodoviária). Na unidade de saúde, os médicos realizaram manobras de reanimação por cerca de 30 minutos, porém a gravidade do quadro clínico impediu a recuperação da vítima.
A mãe de Diogo relatou às autoridades que o filho morava com a suspeita há cerca de um ano e meio em uma área de ocupação. Segundo o depoimento, ambos enfrentavam problemas com a dependência de crack, o que tornava o ambiente de convivência vulnerável.
Contradições sobre a causa da morte
O caso apresenta detalhes intrigantes para a perícia. Inicialmente, a equipe médica da UPA informou à família que o golpe de faca no peito não parecia profundo o suficiente para ter causado o óbito de forma direta. No entanto, o corpo de Diogo apresentava sinais nítidos de traumatismo craniano, que teriam sido provocados por agressões com pedaços de pau.
Para adicionar complexidade à investigação, a causa inicial da morte foi apontada como intoxicação exógena, termo técnico usado quando há exposição severa a substâncias químicas ou drogas. Agora, a Polícia Civil aguarda o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML), que determinará se o jovem morreu pelas agressões físicas ou por uma possível overdose combinada com o trauma.
Investigação em curso
O caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Polícia de Guarujá. Os agentes buscam localizar a companheira de Diogo para que ela preste esclarecimentos sobre o desentendimento que teria levado ao ataque. Questionada sobre um possível pedido de prisão temporária, a Polícia Civil ainda não se manifestou, aguardando a conclusão das perícias técnicas para avançar com as medidas judiciais cabíveis.
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