Baixada Santista

Jovem lobo-marinho é resgatado na Baixada Santista e levado para reabilitação no Gremar

Instituto Biopesca resgata animal marinho exausto na faixa de areia; mamífero passará por tratamento veterinário no Gremar

Foto: Reprodução/Instagram - @mongaguanewsoriginal
Foto: Reprodução/Instagram - @mongaguanewsoriginal

Redação Publicado em 26/08/2026, às 07h59


Um exemplar jovem de lobo-marinho-do-sul (Arctocephalus australis) foi resgatado por equipes especializadas no último sábado (22), após encalhar na faixa de areia em um trecho de praia situado exatamente no limite entre os municípios de Praia Grande e Mongaguá. O mamífero aquático apresentava sinais evidentes de magreza e forte debilidade física quando foi avistado por banhistas e moradores da região costeira.

A operação de resgate técnico foi conduzida por biólogos e veterinários do Instituto Biopesca, entidade responsável por executar as ações de campo do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Após os procedimentos iniciais de contenção e avaliação primária de saúde na areia, o animal foi acomodado em transporte seguro e transferido para o centro de reabilitação e despetrolização de animais marinhos do Instituto Gremar, em Guarujá, onde passará por exames clínicos, hidratação, suplementação nutricional e acompanhamento veterinário intensivo.

Migração de inverno e cuidados para a população

De acordo com os especialistas do Instituto Biopesca, os meses de inverno correspondem ao período de intensificação das rotas migratórias de diversas espécies que sobem as correntes marítimas do extremo sul do continente em busca de alimento ou águas mais amenas. Em decorrência do longo trajeto percorrido e da escassez de presas, é comum que indivíduos jovens ou fragilizados acabem exaustos e busquem as praias da Baixada Santista para descansar ou se recuperar de enfermidades.

A orientação técnica para banhistas que encontrarem pinípedes, pinguins ou tartarugas nas praias é manter distância segura e acionar imediatamente os órgãos de monitoramento ambiental. É fundamental não tentar alimentar o bicho, não jogar água, evitar aglomerações e barulho excessivo, além de afastar cães e outros animais domésticos do perímetro. Tentar forçar o retorno do mamífero à água deve ser estritamente evitado, uma vez que a volta involuntária ao oceano em estado de exaustão compromete gravemente suas chances de sobrevivência.