Aos 18 anos, empreendedor vende café em pontos de grande circulação, utiliza um sistema de pagamento baseado na confiança e ganhou visibilidade nas redes sociais, onde reúne mais de 50 mil seguidores

Redação Publicado em 31/07/2026, às 11h58
Kalleby Pietro, um jovem de 18 anos, iniciou um negócio de venda de café em Cubatão, São Paulo, utilizando uma bicicleta adaptada e um modelo itinerante, o que lhe permitiu atender a um público diversificado e ganhar notoriedade nas redes sociais.
A ideia surgiu após Kalleby observar ambulantes em outras cidades, e ele enfrentou desafios iniciais, como a desconfiança dos clientes, que foram superados com degustações gratuitas e uma forte presença online, resultando em mais de 50 mil seguidores nas redes sociais.
Para facilitar o pagamento, ele implementou o 'Pix da Confiança', permitindo que os clientes paguem posteriormente, o que, apesar de alguns não pagarem, tem sido bem aceito, e Kalleby agora é visto como uma referência para aspirantes a empreendedores na região.
A rotina de Kalleby Pietro começa antes do amanhecer. Todos os dias, por volta das 4h30, o jovem de 18 anos prepara as bebidas que irá comercializar ao longo do dia e sai de bicicleta pelas ruas de Cubatão, no litoral de São Paulo. Com um modelo de venda itinerante, ele atende motoristas, trabalhadores e pedestres em diferentes pontos da cidade e transformou a atividade em um negócio que também ganhou espaço nas redes sociais.
O principal local de atuação é a Avenida Nove de Abril, no Centro, onde o movimento de veículos favorece as vendas. Além desse ponto, o empreendedor leva os produtos para locais de grande circulação, como filas de serviços públicos, corridas de rua e eventos, geralmente após receber convites por meio da internet.
Antes de iniciar o próprio negócio, Kalleby trabalhava em um lava-rápido. A ideia de vender café surgiu após assistir a conteúdos sobre ambulantes que atuavam em outras cidades. Ao perceber que o modelo ainda não era comum em Cubatão, decidiu investir na iniciativa.
Para transportar os produtos, ele adaptou uma bicicleta com compartimentos térmicos capazes de conservar a temperatura das bebidas. No cardápio estão café tradicional adoçado, café sem açúcar e café com leite, todos servidos em copos de 120 mililitros pelo valor de R$ 4. Além das bebidas, o jovem também comercializa garrafas de água.
Segundo Kalleby, o volume de vendas varia conforme fatores como a temperatura e o fluxo de pessoas nas ruas. Dias mais frios costumam favorecer a procura durante a tarde, enquanto manhãs de calor intenso podem reduzir a demanda.
O início da atividade foi marcado pelo desafio de conquistar a confiança do público. Conforme relata, muitos motoristas demonstravam receio ao serem abordados nos primeiros dias de trabalho. Para apresentar o produto, ele passou a oferecer degustações gratuitas, estratégia que ajudou a fidelizar clientes e ampliar a divulgação espontânea do serviço.
A exposição nas redes sociais contribuiu para acelerar esse crescimento. O primeiro impulso ocorreu após um cliente publicar um vídeo mostrando a venda de café, conteúdo que ultrapassou a marca de 100 mil visualizações. A partir desse resultado, o jovem passou a produzir registros diários da rotina de trabalho, mostrando o preparo das bebidas, o atendimento aos consumidores e a organização do negócio.
Hoje, os perfis administrados por ele somam mais de 50 mil seguidores e alcançam milhões de visualizações. Segundo o empreendedor, a transparência sobre os processos de produção ajudou a reduzir a desconfiança de consumidores que tinham receio de adquirir alimentos vendidos na rua.
Outra estratégia adotada para agilizar o atendimento foi a criação do chamado "Pix da Confiança". O QR Code para pagamento é impresso no próprio copo de café, permitindo que o cliente retire a bebida e realize a transferência posteriormente, sem necessidade de apresentar comprovante naquele momento.
Embora admita que alguns consumidores deixem de efetuar o pagamento, Kalleby afirma que a maioria cumpre o compromisso e, em alguns casos, transfere valores superiores ao preço do produto como forma de incentivo ao trabalho.
A repercussão também transformou o jovem em referência para outras pessoas interessadas em empreender. Frequentemente, ele recebe mensagens pedindo orientações sobre como iniciar um negócio semelhante. Apesar da visibilidade conquistada na internet, o objetivo, segundo ele, permanece voltado ao fortalecimento da própria atividade e à ampliação da clientela nas ruas da cidade.
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