Com apoio psicológico e social, o projeto visa garantir um futuro melhor para jovens em situação vulnerável

Gabriella Souza Publicado em 28/01/2026, às 09h15
Para muitos adolescentes que vivem em instituições de acolhimento, completar 18 anos traz uma preocupação enorme: para onde ir quando o tempo no abrigo acaba? Foi pensando em resolver essa questão e dar um suporte real nessa fase de transição que a Prefeitura de São Vicente inaugurou, nesta segunda-feira (26), um local muito especial. Batizado de "Espaço Novo Começo", o projeto funciona no bairro Itararé e tem como missão ser um lar temporário para jovens de 18 a 21 anos que não podem voltar para suas famílias e precisam de um empurrãozinho para conquistar a independência.
A iniciativa é focada naquele jovem que está deixando os abrigos da cidade, mas que ainda não tem condições financeiras ou emocionais de se virar totalmente sozinho.
O projeto nasceu de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e a Associação de Líderes Comunitários "Nós Por Nós". A ideia é simples, mas poderosa: oferecer uma moradia compartilhada, no estilo de uma república, onde eles possam viver com dignidade enquanto desenham o próprio futuro.
Apoio para voar sozinho
Mais do que apenas um teto para dormir, o Espaço Novo Começo oferece uma estrutura completa de apoio. Quem passa a morar na casa não fica desamparado. Pelo contrário, existe uma equipe formada por psicólogos e assistentes sociais pronta para orientar esses jovens no dia a dia. O objetivo é ajudar na construção de um "projeto de vida", garantindo que eles tenham acesso a cursos de qualificação, oportunidades de emprego, cuidados com a saúde e continuidade nos estudos.
O prefeito Kayo Amado participou da entrega e destacou a importância de não abandonar esses meninos e meninas justamente quando eles se tornam maiores de idade. "Nosso trabalho é cuidar das pessoas. São jovens que completam a maioridade dentro do abrigo e, de repente, precisam saber para onde vão. Este espaço oferece cuidado, acolhimento e autonomia para que eles possam dar um salto em direção ao futuro", explicou.
Como funciona a casa
A estrutura física foi pensada para ser acolhedora e funcional, fugindo daquele clima frio de repartição pública. A casa conta com dois quartos, três banheiros, uma cozinha equipada, sala de convivência para os momentos de descanso e até uma área de lazer. Segundo Vanessa Moraes, fundadora da ONG parceira, o sentimento de pertencimento é fundamental. "Aqui não é apenas um acolhimento, é um lar. O jovem passa a ser protagonista da própria história", afirmou ela.
Para conseguir uma vaga na república, o processo começa cedo. A preparação é iniciada quando o adolescente ainda tem 17 anos e 11 meses, para que a mudança não seja brusca. A entrada acontece por meio de encaminhamentos feitos pela rede de assistência social de São Vicente, como o Creas e o Cras. Após uma avaliação técnica, o jovem entra no programa e começa a traçar suas metas pessoais, sempre com foco em conseguir se manter por conta própria no futuro. Atualmente, o espaço já está de portas abertas e com vagas disponíveis para receber seus primeiros moradores.
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