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Juiz flagrado ingerindo álcool em sessão virtual é afastado pelo CNJ e suspenso do TJMG

Órgão apontou incompatibilidade com a serenidade exigida na função; após o caso, juiz gravou vídeo com ofensas a tribunais

CNJ proíbe acesso a sistemas e afasta magistrado de MG após conduta em julgamento online - Imagem: Reprodução
CNJ proíbe acesso a sistemas e afasta magistrado de MG após conduta em julgamento online - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 12/08/2026, às 10h42


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento cautelar do juiz Milton Lívio Lemos Salles, do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), após o magistrado ser flagrado ingerindo vinho diretamente da garrafa, fumando e vestindo bermuda durante uma sessão virtual de julgamento. O afastamento vigorará até a deliberação final da Corregedoria Nacional de Justiça sobre a conduta do juiz.

Pelo despacho proferido pelo órgão corregedor, o magistrado fica estritamente proibido de frequentar qualquer dependência física de primeira e segunda instâncias do Tribunal de Justiça mineiro, incluindo áreas judiciais e administrativas.

O CNJ também bloqueou o acesso de Milton Lívio a todos os sistemas de dados eletrônicos e de acompanhamento processual da corte. A decisão nacional ratifica a medida cautelar já adotada na última terça-feira (11) pela Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais, que ordenou o afastamento imediato e a redistribuição de todos os processos que estavam sob a relatoria do magistrado.

Sessão suspensa e desdobramento dos fatos

Milton Lívio Lemos Salles atuava como juiz de direito auxiliar em uma unidade de segunda instância do TJMG voltada para a área de Direito de Família. O episódio ocorreu na última segunda-feira (10) e provocou a interrupção imediata da sessão assim que os demais participantes constataram o consumo de bebida alcoólica. No documento oficial, o CNJ destacou que a atitude demonstra estado incompatível com o equilíbrio, a serenidade e a lucidez exigidos para o exercício da atividade jurisdicional.

Após a repercussão das imagens na imprensa e nas redes sociais, o magistrado gravou e publicou um vídeo no qual alegou ser vítima de difamação. Na gravação, o juiz proferiu ofensas diretas a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo menções ao ministro Alexandre de Moraes, além de atacar desembargadores do tribunal mineiro e fazer acusações genéricas de corrupção sem a apresentação de provas.