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Justiça argentina retoma hoje julgamento sobre a morte de Diego Maradona

Processo havia sido anulado no ano passado e agora sete profissionais de saúde respondem por negligência

Com 92 testemunhas, novo julgamento do caso Maradona começa nesta terça - Foto: Marcelo Endelli/Getty Images
Com 92 testemunhas, novo julgamento do caso Maradona começa nesta terça - Foto: Marcelo Endelli/Getty Images

Redação Publicado em 14/04/2026, às 11h59


A Justiça da Argentina retoma, nesta terça-feira (14), o julgamento para apurar as circunstâncias da morte de Diego Armando Maradona. O ídolo mundial faleceu em novembro de 2020, aos 60 anos, vítima de uma insuficiência cardíaca. Sete dos oito profissionais que compunham a equipe médica do craque estão sendo acusados de homicídio simples com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, e negligência no tratamento pós-operatório.

O processo precisou ser reiniciado após uma reviravolta em maio do ano passado. Na ocasião, o julgamento foi anulado devido ao afastamento da juíza Julieta Makintach, que foi flagrada participando da gravação de um documentário não autorizado sobre o caso. Agora, o Tribunal de San Isidro terá que ouvir novamente todas as testemunhas e analisar as provas já apresentadas.

Os réus e as acusações

Sete profissionais de saúde estarão frente a frente com o novo corpo de juízes. Entre os principais acusados estão o médico Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz, além de coordenadores médicos e enfermeiros. Apenas a enfermeira Dahiana Madrid não participará deste rito, pois sua defesa solicitou um julgamento por júri popular, que ainda aguarda definição de data.

A acusação sustenta que a equipe médica foi omissa e "deficiente" no cuidado com Maradona enquanto ele se recuperava de uma cirurgia cerebral em sua residência. Caso sejam condenados por homicídio com dolo eventual, os profissionais podem enfrentar penas que variam de 8 a 25 anos de reclusão.

Expectativa e testemunhos

O julgamento promete ser longo e de grande repercussão. Ao todo, 92 pessoas foram convocadas para prestar depoimento, incluindo as filhas de Maradona, Dalma e Gianinna, além de outros familiares e membros do círculo íntimo do ex-jogador. A defesa dos profissionais de saúde, por sua vez, nega qualquer irregularidade e mantém a tese de que o tratamento seguiu os protocolos adequados para a condição clínica do "Pibe de Oro".