Organização responsável pelo Hospital Irmã Dulce tem prazo para comprovar pagamentos e vínculos de cerca de 1,7 mil funcionários

Redação Publicado em 02/04/2026, às 17h23
A Justiça do Trabalho ordenou que a entidade gestora do Hospital Irmã Dulce apresente documentos trabalhistas após denúncias de irregularidades no pagamento de cerca de 1.700 funcionários, o que pode impactar diretamente os direitos dos trabalhadores.
O Ministério Público do Trabalho investiga atrasos salariais e falta de benefícios, tendo tentativas administrativas de obter informações sem sucesso, o que levou à necessidade de uma ação judicial.
A Justiça impôs uma multa diária em caso de descumprimento da ordem e a apuração continua, sendo essencial a entrega dos documentos para esclarecer a situação e determinar responsabilidades.
A Justiça do Trabalho determinou que a entidade responsável pela gestão de profissionais no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, apresente uma série de documentos trabalhistas após denúncias envolvendo possíveis irregularidades no pagamento de funcionários.
A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que investiga indícios de atrasos salariais, ausência de benefícios e possíveis falhas na formalização de contratos. A organização social responsável pela administração dos trabalhadores deverá entregar, no prazo estabelecido pela Justiça, comprovantes que envolvem cerca de 1.700 profissionais vinculados à unidade.
Entre os documentos exigidos estão registros de pagamento de salários, comprovantes de depósito, fornecimento de vale-transporte e evidências de vínculo formal de trabalho no período investigado. O objetivo é permitir a verificação das condições laborais e identificar eventuais violações de direitos.
Segundo o MPT, tentativas anteriores de obter essas informações de forma administrativa não tiveram sucesso. A entidade teria sido notificada oficialmente e convocada para prestar esclarecimentos, mas não apresentou os dados solicitados nem compareceu a compromissos marcados, o que levou à judicialização do caso.
Na avaliação da Justiça, a ausência de colaboração compromete o andamento das investigações e pode prejudicar diretamente os trabalhadores envolvidos. Por isso, foi fixada multa diária em caso de descumprimento da ordem judicial, além da possibilidade de medidas mais rigorosas, como busca e apreensão de documentos.
O caso é considerado urgente devido ao volume de profissionais possivelmente afetados e à natureza das denúncias. Até o momento, nem a organização responsável nem a prefeitura se manifestaram oficialmente sobre a decisão.
A apuração segue em andamento, e o envio dos documentos será fundamental para esclarecer a situação e definir eventuais responsabilidades.
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