André Luis Alves Carvalheiro pagou fiança de 10 salários mínimos e teve a habilitação suspensa

Redação Publicado em 24/04/2026, às 08h28
O motorista André Luis Alves Carvalheiro, de 30 anos, investigado pelo atropelamento que resultou na morte do adolescente Kaíque da Conceição Muniz, de 15 anos, foi solto nesta quinta-feira (23). A decisão ocorreu após audiência de custódia realizada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), menos de 24 horas após o trágico acidente na Avenida Afonso Pena, em Santos.
Para responder ao processo em liberdade, o condutor teve de pagar uma fiança estipulada em dez salários mínimos, totalizando R$ 16.210,00. Além do valor financeiro, a Justiça impôs medidas restritivas severas: André teve sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa imediatamente e está obrigado a comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades.
Dinâmica do acidente
O crime ocorreu na noite de quarta-feira (22), em um dos trechos mais movimentados da cidade. Kaíque estava acompanhado de dois amigos e aguardava para cruzar a via. Relatos colhidos no local indicam que dois veículos chegaram a parar para que os jovens atravessassem na faixa de pedestres, porém, um terceiro carro, conduzido por André, teria surgido em alta velocidade, desrespeitado a sinalização e atingido o adolescente.
Com o impacto, o jovem foi arremessado e sofreu ferimentos graves. Ele chegou a ser levado ao Pronto-Socorro, mas não resistiu. No momento do registro da ocorrência, o motorista realizou o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para o consumo de álcool.
Em nota oficial para o Santa Portal, a defesa manifestou profundo pesar pela morte de Kaíque e afirmou que o réu está colaborando integralmente com as autoridades. A nota ainda destaca que o motorista se colocou à disposição da família da vítima para custear despesas e necessidades imediatas decorrentes da fatalidade.
Repercussão e luto
A morte de Kaíque gerou grande comoção entre moradores de Santos e nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a segurança viária na Avenida Afonso Pena, conhecida pelo excesso de velocidade de alguns condutores. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve analisar imagens de monitoramento e laudos periciais para determinar a velocidade exata do veículo no momento da colisão.
O compromisso de transparência citado pela defesa será testado ao longo do inquérito, enquanto amigos e familiares do adolescente clamam por justiça e por medidas que tornem as faixas de pedestres da região mais seguras para evitar que novas tragédias como esta interrompam vidas tão jovens.
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