Justiça

Justiça mantém apreensão de cachorro após denúncia de maus-tratos em Praia Grande

Tutor flagrado em vídeo agredindo animal tem pedido negado e tenta reverter decisão judicial

Imagens de câmera de segurança mostram agressão a cachorro em elevador em Praia Grande; Justiça mantém animal sob custódia - Imagem: Reprodução
Imagens de câmera de segurança mostram agressão a cachorro em elevador em Praia Grande; Justiça mantém animal sob custódia - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 31/03/2026, às 15h56


A Justiça decidiu manter sob custódia um cachorro apreendido após a divulgação de imagens que mostram agressões cometidas pelo tutor dentro de um elevador em Praia Grande, negando o pedido de devolução do animal.

O caso foi investigado após uma denúncia anônima, e as imagens revelaram agressões físicas ao cão, levando à avaliação veterinária que, embora não tenha encontrado lesões, considera a situação como maus-tratos conforme a legislação.

A defesa do tutor planeja recorrer da decisão, alegando um vínculo afetivo com o animal e que a agressão ocorreu durante uma tentativa de separar uma briga entre cães, enquanto o inquérito continua para apurar os fatos e a responsabilização criminal.

A Justiça decidiu manter sob custódia o cachorro apreendido após a divulgação de imagens que mostram agressões dentro de um elevador, em Praia Grande. O tutor do animal solicitou a devolução, mas teve o pedido negado em decisão recente.

O caso ganhou repercussão após a polícia ter acesso às imagens de monitoramento, que registraram o momento em que o homem agride o cão com tapas, chutes e o segura pela coleira de forma violenta. A investigação teve início após denúncia anônima recebida no início do mês.

O animal foi retirado da residência dias depois da confirmação das imagens e passou por avaliação veterinária. Embora o laudo não tenha identificado lesões aparentes, as autoridades destacam que a legislação considera maus-tratos mesmo na ausência de ferimentos físicos, por se tratar de crime de conduta.

A defesa do tutor afirma que irá recorrer da decisão judicial, alegando vínculo afetivo entre a família e o animal, que convive com eles há anos. Ainda segundo a defesa, o episódio teria ocorrido em meio a uma tentativa de conter uma briga entre dois cães.

Durante o andamento do caso, o homem prestou depoimento à polícia acompanhado de advogado. As imagens e demais provas reunidas devem embasar a análise do Ministério Público, que avaliará a responsabilização criminal.

A apreensão do animal segue mantida até nova decisão judicial, enquanto o inquérito prossegue para esclarecer todos os aspectos da ocorrência.