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Kayo Amado encerra mistério e confirma que fica na Prefeitura de São Vicente até 2028

Prefeito prioriza gestão municipal em vez de candidatura federal

Kayo Amado destaca a importância de finalizar obras históricas, como a nova UPA e maternidade - Foto: Alexsander Ferraz
Kayo Amado destaca a importância de finalizar obras históricas, como a nova UPA e maternidade - Foto: Alexsander Ferraz

Redação Publicado em 06/04/2026, às 09h02


O cenário político da Baixada Santista ganhou contornos definitivos na noite deste sábado (4). O prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Podemos), anunciou oficialmente que permanecerá no comando do Palácio Jerônimo Monteiro até o final de seu mandato, em dezembro de 2028. O pronunciamento encerra meses de especulações nos bastidores sobre uma possível renúncia para a disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

A decisão de Kayo foi consolidada após diálogos com a cúpula do Podemos, contando com o apoio direto da deputada federal e presidente nacional da legenda, Renata Abreu.

Reeleito em 2024 com uma votação expressiva de 147.382 votos, o prefeito optou por dar continuidade ao cronograma de entregas na primeira cidade do Brasil, em vez de buscar uma projeção em Brasília neste momento.

Obras estruturantes 

Em seu discurso, Kayo Amado classificou a escolha como uma das mais difíceis de sua trajetória pública, mas justificou a permanência com a necessidade de concluir projetos considerados históricos para o município. Entre as prioridades citadas, o prefeito destacou a substituição do antigo Crei pela nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a construção de uma maternidade estruturada.

“Fui o primeiro prefeito a encarar de frente a questão do Crei, botando no chão. Agora, vemos nossa UPA nascer. Por falar em nascer, teremos uma maternidade completamente estruturada e acolhedora”, declarou o chefe do Executivo. Outro ponto de destaque foi a municipalização da Rodoviária de São Vicente, um gargalo burocrático de décadas que, segundo ele, está prestes a ser solucionado sob sua gestão.

Desafios orçamentários 

Apesar do tom otimista em relação às obras, Kayo não poupou críticas às limitações financeiras que estrangulam o orçamento vicentino. Ele ressaltou que administrar um dos municípios com menor arrecadação per capita do país exige um esforço dobrado de gestão.

“O que falta, muitas vezes, não é gestão, mas sim dinheiro, pois não é fácil administrar um dos municípios mais pobres deste Brasil. Mas isso não nos faz perder a esperança. E é por isso que eu digo que fico”, completou.

Com a decisão, Kayo Amado mantém seu capital político concentrado na região, onde também exerceu forte liderança como presidente do Condesb entre 2024 e o início de 2026. A permanência garante estabilidade administrativa para São Vicente em um ano eleitoral que promete ser polarizado, permitindo que o prefeito acompanhe de perto a conclusão das intervenções de infraestrutura e saúde prometidas durante sua campanha de reeleição.