Presidente acompanhou a cerimônia na Esplanada dos Ministérios com Janja, Fachin, Alcolumbre e Hugo Motta; desfile reuniu cerca de 70 mil pessoas

Redação Publicado em 07/09/2026, às 14h32
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou das celebrações do 7 de Setembro em Brasília, ao lado de autoridades dos Três Poderes, em um evento que reuniu cerca de 70 mil pessoas e foi marcado pela presença do presidente do STF, Edson Fachin, em um momento de tensão institucional.
A cerimônia abordou temas como soberania nacional, proteção de mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, e incluiu apresentações militares e um robô do Exército, destacando a diversidade das atividades realizadas.
O governo tomou precauções para evitar que o evento fosse visto como promoção eleitoral, submetendo os preparativos à análise da AGU e evitando símbolos do PT, em resposta a precedentes legais que resultaram na inelegibilidade de Jair Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta segunda-feira (7) das celebrações do 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, ao lado da primeira-dama Janja Silva e dos principais representantes dos Três Poderes. A cerimônia reuniu cerca de 70 mil pessoas, segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), e foi marcada pela presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
Também acompanharam o desfile os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e outras autoridades também estiveram na tribuna.
O evento começou por volta das 9h e terminou aproximadamente às 11h20, com a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça. Antes de ocupar a tribuna das autoridades, Lula e Janja percorreram parte da Esplanada a bordo do Rolls-Royce presidencial. O vice-presidente Geraldo Alckmin já estava no local.
A presença de Fachin ganhou destaque porque ocorreu em meio ao momento de tensão institucional vivido pelo STF após os desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master. No ano passado, nenhum integrante da Suprema Corte participou da solenidade, quando estava em andamento o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado. Neste ano, Fachin foi o único ministro do Supremo presente ao desfile.
A cerimônia foi organizada em torno de três eixos temáticos. O primeiro foi dedicado à soberania nacional, com o conceito de “A força que une o Brasil”. O segundo destacou a proteção de meninas e mulheres e o combate à violência. O terceiro teve como tema a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.
Além das autoridades políticas, o desfile contou com apresentações militares, desfile motorizado e a tradicional pirâmide humana. Um dos momentos que chamou a atenção do público foi a participação de um robô do Exército Brasileiro, que realizou uma continência diante das autoridades.
Outro encontro observado durante a solenidade envolveu o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e Davi Alcolumbre. Cinco meses depois de ter sido rejeitado pelo Senado para uma vaga no STF, Messias cumprimentou o presidente da Casa durante o evento.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, não acompanhou o desfile na tribuna. Durante a cerimônia, ela esteve no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), onde acompanhou as atividades de segurança e monitoramento relacionadas ao feriado.
O governo federal também adotou cuidados para evitar que a celebração fosse interpretada como ato de promoção eleitoral. Os preparativos foram submetidos à análise jurídica da AGU, e a orientação política foi evitar elementos associados diretamente ao PT, como o número 13 e o uso predominante das cores do partido.
A preocupação ocorre em razão de um precedente envolvendo as comemorações do Bicentenário da Independência, em 2022. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Jair Bolsonaro por abuso de poder político e econômico relacionado à utilização das comemorações de 7 de Setembro durante o período eleitoral. A decisão resultou na declaração de inelegibilidade de Bolsonaro e de Walter Braga Netto por oito anos.
A organização da cerimônia deste ano ficou sob responsabilidade conjunta da Secretaria-Geral da Presidência, da Secretaria de Comunicação Social e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Ao final do desfile, Lula deixou a tribuna e acenou para o público que acompanhava a programação na Esplanada dos Ministérios. A solenidade encerrou a agenda oficial do 7 de Setembro em Brasília com a participação conjunta de representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
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