Investigação policial

Mãe e homem são presos após laudo apontar sinais de violência em morte de bebê em Guarujá

Caso inicialmente tratado como morte suspeita passou a ser investigado sob novas linhas após análise pericial; mãe da criança e homem ligado à família permanecem presos

Investigação sobre a morte de um bebê em Guarujá avançou após análises periciais e resultou na prisão temporária de duas pessoas ligadas ao caso - Imagem: Reprodução
Investigação sobre a morte de um bebê em Guarujá avançou após análises periciais e resultou na prisão temporária de duas pessoas ligadas ao caso - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 27/05/2026, às 15h26


A morte de um bebê de um ano em Guarujá resultou na prisão temporária da mãe e de um homem responsável pelo imóvel onde a criança residia, após a divulgação de informações periciais que indicaram indícios de violência.

A criança foi levada a um hospital sem sinais vitais, e os médicos identificaram elementos incompatíveis com uma morte natural, levando à notificação da Polícia Militar e ao início das investigações.

As prisões foram realizadas após a reclassificação do caso com base nos exames do Instituto Médico Legal, e a Polícia Civil segue investigando para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar responsabilidades.

A investigação sobre a morte de um bebê de um ano em Guarujá, no litoral de São Paulo, teve novos desdobramentos após a divulgação de informações periciais que levaram à prisão temporária de duas pessoas ligadas ao caso. A mãe da criança e um homem apontado como responsável pelo imóvel onde ela residia foram detidos por determinação judicial enquanto a Polícia Civil aprofunda as apurações.

A ocorrência teve início na madrugada de terça-feira (26), quando a criança foi levada a uma unidade de saúde do município sem sinais vitais. Equipes médicas realizaram procedimentos de emergência, mas o óbito foi confirmado pouco depois.

De acordo com informações registradas durante a investigação, a mãe relatou que havia alimentado o filho e, após adormecer, percebeu posteriormente que a criança não apresentava sinais de reação.

Ainda na unidade hospitalar, profissionais de saúde identificaram elementos considerados incompatíveis com uma morte natural e comunicaram imediatamente a Polícia Militar, dando início aos procedimentos policiais.

A mãe da criança, o pai do bebê — que não residia no imóvel e estava separado da mulher — e um homem que prestava apoio financeiro à família foram levados para prestar esclarecimentos. Em um primeiro momento, os envolvidos foram ouvidos e liberados, uma vez que ainda não havia definição sobre a existência de crime.

O cenário mudou após a conclusão inicial dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML). Segundo informações da investigação, a análise apontou indícios de violência e elementos que motivaram a reclassificação do caso.

Com base nos novos dados, a Delegacia Sede de Guarujá solicitou à Justiça a prisão temporária da mãe da criança e do homem ligado ao imóvel onde ela morava. O pedido foi aceito e as prisões foram cumpridas ainda na noite de terça-feira.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar possíveis responsabilidades e determinar as circunstâncias que antecederam a morte da criança.

Os laudos periciais completos deverão integrar o conjunto de provas analisadas ao longo da investigação.