Direitos do consumidor

Mãe relata ter sido impedida de deixar atacadista após falha em pagamento via Pix em Praia Grande

Mulher afirma que permaneceu cerca de duas horas retida no estabelecimento, apesar de apresentar comprovante da transferência. Rede atribui o caso a uma instabilidade nacional no sistema Pix e diz que a compra não foi concluída

Mulher afirma que permaneceu cerca de duas horas em um atacadista de Praia Grande após divergência no registro de um pagamento via Pix. A rede atribuiu o episódio a uma instabilidade nacional no sistema de transferências instantâneas - Imagem: Arquivo Pessoal
Mulher afirma que permaneceu cerca de duas horas em um atacadista de Praia Grande após divergência no registro de um pagamento via Pix. A rede atribuiu o episódio a uma instabilidade nacional no sistema de transferências instantâneas - Imagem: Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 22/07/2026, às 16h00


Uma moradora de Praia Grande relatou ter sido impedida de deixar um atacadista após uma falha no sistema de pagamento via Pix, resultando em um constrangimento que durou cerca de duas horas, especialmente afetando seus filhos com Transtorno do Espectro Autista.

Amanda de Sousa Gomes afirmou que, apesar de ter comprovantes de pagamento, a loja não reconheceu uma das transações, levando-a a acionar a Polícia Militar para resolver a situação.

O Atacadão reconheceu uma instabilidade no sistema de pagamentos e informou que a cliente deixou o local antes da chegada da polícia, enquanto a Secretaria da Segurança Pública orientou sobre possíveis ações legais, sem que até o momento houvesse investigação formal.

Uma moradora de Praia Grande afirma ter sido impedida de deixar um atacadista da cidade após realizar o pagamento de parte das compras por meio de Pix. Segundo o relato da dona de casa Amanda de Sousa Gomes, de 39 anos, funcionários do estabelecimento informaram que uma das transações não havia sido registrada no sistema, mesmo com a apresentação do comprovante bancário. O episódio ocorreu na noite de 13 de julho e foi registrado posteriormente na Polícia Civil.

De acordo com Amanda, ela estava acompanhada dos dois filhos, de 3 e 20 anos, ambos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A mulher afirma que a permanência prolongada no local provocou crises emocionais nas crianças e que a família permaneceu no estabelecimento por aproximadamente duas horas enquanto tentava comprovar que o pagamento havia sido realizado.

Segundo a consumidora, as compras foram divididas em duas transações via Pix. A primeira, no valor de R$ 234,46, teria sido concluída normalmente. Já a segunda, de R$ 186,01, apresentou falha na emissão do comprovante fiscal, embora o valor tenha sido debitado da conta bancária e, conforme ela, o monitor do caixa indicasse a conclusão da operação.

Amanda relata que apresentou o comprovante da transferência e entrou em contato com a instituição financeira, que informou que a transação havia sido efetivada e que não haveria estorno do valor. Ainda assim, segundo ela, funcionários do mercado informaram que a compra não constava no sistema interno e que ela não poderia deixar o local até que a situação fosse resolvida.

A mulher afirma que acionou a Polícia Militar por telefone e recebeu orientação para registrar a ocorrência na delegacia. Ela diz que só conseguiu sair do estabelecimento por volta das 23h35, após a chegada de familiares, e que, durante todo o período, se sentiu constrangida diante de outros clientes.

Ainda conforme o relato, um dos filhos entrou em crise e precisou ser acalmado durante a espera. Amanda afirma que não recebeu suporte da gerência para lidar com a situação e que decidiu registrar o caso para que situações semelhantes não se repitam com outras famílias.

Em nota, o Atacadão informou que houve uma instabilidade sistêmica nacional no serviço de Pix, o que teria impedido a conclusão da compra. A empresa afirmou que a equipe prestou atendimento à cliente, explicou a falha no sistema e informou que eventual estorno ocorreria de forma automática.

A rede também declarou que a consumidora deixou a unidade com as mercadorias antes da chegada da Polícia Militar, que a gerência recebeu os policiais posteriormente para prestar esclarecimentos, e lamentou os transtornos causados pela indisponibilidade do sistema de pagamentos. O estabelecimento reiterou seu compromisso com o respeito aos consumidores e com a transparência no atendimento.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que a mulher foi orientada quanto ao prazo legal para eventual representação criminal. Até o momento, não há informações sobre a instauração de investigação relacionada ao caso.