Saneamento Básico

Mais de 30 mil imóveis da Baixada Santista seguem sem ligação à rede de esgoto

Mesmo com tubulação disponível, moradores não se conectaram ao sistema; Sabesp alerta para impactos ambientais e reforça comunicação.

Segundo a companhia, a falta de ligação contribui para o despejo irregular de esgoto. - Imagem: Reprodução
Segundo a companhia, a falta de ligação contribui para o despejo irregular de esgoto. - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 20/12/2025, às 17h14


Mais de 30 mil imóveis da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, ainda não estão ligados à rede coletora de esgoto, mesmo tendo a infraestrutura disponível em frente às residências. A informação é da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que anunciou o envio de comunicados anexados às contas de água, a partir de dezembro, para orientar os moradores sobre a necessidade da conexão.

Segundo a companhia, a falta de ligação contribui para o despejo irregular de esgoto em rios, córregos e praias, trazendo riscos ao meio ambiente e à saúde pública. A Sabesp afirma que muitos moradores desconhecem a obrigatoriedade da conexão, especialmente em imóveis alugados ou recém-adquiridos.

No primeiro semestre deste ano, dos cerca de 350 mil clientes alertados em todo o estado, apenas 15 mil realizaram a ligação à rede, o que representa aproximadamente 4% do total. Na Baixada Santista, apesar dos investimentos feitos nos últimos anos por meio do Programa Onda Limpa, 30.781 imóveis permanecem sem conexão.

Os dados mostram que a maior concentração está em Praia Grande, com 12.792 imóveis, seguida por São Vicente (5.011), Itanhaém (4.695), Guarujá (3.227) e Santos (1.558). Também há registros em Peruíbe (1.155), Mongaguá (994), Bertioga (695) e Cubatão (654). Em 2025, 9.094 imóveis da região já realizaram a ligação.

A Sabesp informou ainda que cobra a tarifa de disponibilidade, prevista em lei, para imóveis que contam com a infraestrutura, mas não utilizam o serviço. Famílias de baixa renda são isentas da cobrança. A primeira conexão é gratuita e pode ser solicitada pelos canais oficiais da empresa. Após a solicitação, um técnico realiza a vistoria e indica eventuais adequações necessárias no imóvel.

As prefeituras da região também acompanham a situação. Em Mongaguá, uma operação de fiscalização foi iniciada em dezembro para identificar imóveis que despejam esgoto na rede pluvial, utilizando o chamado teste de fumaça. Os responsáveis têm prazo de 15 dias para regularização, sob pena de multa que pode chegar a R$ 3.500 por dia. Já a Prefeitura de Santos informou que irá solicitar à Sabesp a lista de imóveis sem ligação.