Natureza

Manejo ambiental remove espécies exóticas para proteger a biodiversidade da Serra do Mar

A ampliação da área de conservação é resultado da erradicação de árvores invasoras que ameaçam o ecossistema local

Divulgação/ Ecovias
Divulgação/ Ecovias

Redação Publicado em 06/08/2026, às 09h07


A concessionária Ecovias Imigrantes expandiu para 40 hectares a área dedicada à restauração da Mata Atlântica na região da Serra do Mar. A ampliação da zona de conservação ambiental foi viabilizada após a erradicação de 578 espécimes de árvores do gênero Pinus, uma vegetação exótica e invasora que degrada o ecossistema local, modifica a composição do solo e compete diretamente por recursos naturais com a flora nativa.

A remoção das espécimes ocorreu em pontos estratégicos distribuídos pelo Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), abrangendo trechos da Ciclovia Rota Márcia Prado e faixas operacionais situadas às margens das rodovias. Conforme o planejamento ambiental, os locais onde foram efetuados os cortes passarão por um processo contínuo de monitoramento ao longo dos próximos três anos, com o objetivo de acompanhar e assegurar o desenvolvimento saudável da vegetação original da Serra do Mar.

Parceria institucional e manejo sem produtos químicos

A iniciativa de manejo florestal é conduzida em cooperação técnica com o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Itutinga Pilões, órgão incumbido da administração e fiscalização da unidade de conservação. Todo o procedimento seguiu as recomendações operacionais da Fundação Florestal e foi executado de forma manual e mecânica durante a estiagem, eliminando o uso de defensivos agrícolas ou herbicidas químicos na área preservada.

O controle do Pinus é considerado prioritário para a manutenção da biodiversidade regional. Por ter sementes leves dispersas com facilidade pelo vento, a espécie prolifera rapidamente e suas acículas (folhas em formato de agulha) alteram o pH do solo, impedindo a germinação de espécies nativas. Segundo a coordenação de sustentabilidade da concessionária, a contenção do avanço da árvore invasora garante a regeneração natural da floresta e protege a disponibilidade dos recursos hídricos na BaixadaSantista.


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